Browsing: Negócios
A Paraíba soma 410.511 pequenos negócios com registro ativo, dos quais 239.888 (58,4%) são microempreendedores individuais (MEI), segundo dado do Sebrae atualizado em 23 de julho de 2026. No Brasil, foram 3,6 milhões de novos negócios abertos de janeiro a julho — alta de quase 14% sobre 2025 —, com os MEIs crescendo 14,5%. O setor de serviços responde por 65% das aberturas. Para o comércio e a economia paraibana, o número mostra uma base empresarial cada vez mais pulverizada e apoiada na formalização de trabalhadores por conta própria.
O mercado imobiliário do Grande Recife vendeu 4.018 apartamentos entre abril e junho de 2026, recorde histórico e alta de 34% sobre o mesmo trimestre de 2025, segundo a Ademi-PE e a Brain Inteligência Estratégica. Os lançamentos somaram 4.038 unidades e R$ 1,88 bilhão em VGV, mais que o dobro do início do ano. O Minha Casa Minha Vida e o Morar Bem Pernambuco concentraram 71,9% dos lançamentos verticais do semestre, enquanto o alto padrão quase sumiu: restou uma única unidade acima de R$ 5 milhões em estoque. Em João Pessoa, o cenário é mais frio — o CRECI-PB aponta queda de 13,8% nas vendas no 1º trimestre.
Instalada no Assentamento Che Guevara, em Casserengue, no Curimataú paraibano, a primeira fábrica de beneficiamento de leite de cabra em pó do Nordeste garantiu sua primeira compra antes de abrir: R$ 6 milhões, sendo R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. O leite em pó será distribuído a famílias atendidas por políticas de segurança alimentar. A unidade é operada pela cooperativa Coopac, sob a marca Nutrilê, tem capacidade instalada para processar até 45 mil litros de leite por dia e deve começar a funcionar em setembro de 2026, beneficiando cerca de 390 famílias cooperadas de 16 municípios.
O Novo Caged de julho, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho, mostrou saldo de 58.568 vagas com carteira assinada — queda de 57,3% ante junho e de 56,3% na comparação com julho de 2025. O comércio foi o único grande setor no vermelho (-8.114 postos). O Nordeste ficou em segundo lugar entre as regiões, com 18.973 vagas líquidas.
O comércio eletrônico do país faturou R$ 125 bilhões entre janeiro e junho, alta de 24,37% sobre 2025, com 242 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 517, segundo a ABIACOM. Grandes plataformas anunciam investimentos bilionários em logística, mas o Nordeste segue como o mercado mais subatendido: concentra cerca de 15% das transações digitais e apenas 10% dos pedidos, apesar dos 57 milhões de habitantes. Para o lojista da Paraíba e de Pernambuco, o gargalo do frete e do prazo de entrega é ao mesmo tempo o maior obstáculo e a maior oportunidade.
Até a 3ª semana de agosto, o Brasil acumula US$ 54,15 bilhões de superávit na balança comercial em 2026, alta de 30,2% sobre o mesmo período de 2025, com exportações de US$ 242,7 bilhões (+10,7%). A indústria extrativa, puxada por petróleo e minério, cresce 34% no mês. No pano de fundo, Brasil e Estados Unidos remarcaram para 31 de agosto a primeira negociação formal sobre o tarifaço americano desde a conversa entre Lula e Trump. Para Pernambuco e Paraíba, o acordo Mercosul-União Europeia, em vigor desde maio, já começa a abrir espaço para frutas e sucos na Europa.
A construção civil paraibana movimentou R$ 5 bilhões em incorporações, obras e serviços em 2024, alta de 16% sobre 2023, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) do IBGE, divulgada em junho de 2026. Foi a primeira vez que o setor no estado passou dessa marca. No mesmo período, o número de trabalhadores formais saltou de 27,6 mil para 35,4 mil e o de empresas estruturadas subiu de 831 para 1.080. Edificações respondem por 58,2% do valor, à frente de infraestrutura (30,1%) e serviços especializados (11,7%).
As provas do concurso da Prefeitura de Campina Grande, que estavam marcadas para 29 e 30 de agosto de 2026, foram adiadas por decisão da Justiça. A 1ª Vara da Fazenda Pública do município, em ação civil pública do Ministério Público da Paraíba, determinou a reserva de 10% das vagas por cargo para candidatos negros e a reabertura de inscrições exclusiva para cotistas; o Tribunal de Justiça manteve a liminar. O edital nº 01/2026 oferece 925 vagas, com salários de até R$ 8,8 mil, e já reúne mais de 80 mil inscritos — recorde para um concurso da cidade. A banca é o Idecan.
O Brasil tem 3.664 govtechs — startups que vendem tecnologia para o setor público —, número que mais que dobrou, segundo levantamento do Observatório Sebrae Startups divulgado em agosto de 2026. O Nordeste, que já concentrou 39% dessas empresas, caiu para 31,9% e perdeu a ponta para o Sudeste (32,2%). Ainda assim, a região segue forte: Recife é a 2ª cidade do país em govtechs (148 empresas) e Pernambuco o 2º estado (276), atrás apenas de São Paulo. A Paraíba aparece pouco representada nesse recorte.
Redes de supermercados da Paraíba faturam R$ 3,3 bilhões e resistem ao avanço dos gigantes nacionais
As dez maiores redes de supermercados da Paraíba movimentaram R$ 3,3 bilhões em 2025, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). A líder é a BeMais, com R$ 860 milhões, seguida de Farias (R$ 601 milhões) e Rede Paraíba (R$ 539 milhões). O setor cresce apoiado num consumidor mais fiel a marcas regionais, mesmo com a chegada de Grupo Mateus, Assaí e Carrefour. Em Pernambuco, a concentração é muito maior: o Novo Mateus, sozinho, fatura R$ 12,5 bilhões.
