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Uma projeção divulgada em outubro estima que o comércio eletrônico brasileiro fature R$ 13,3 bilhões na Black Friday de 2026, alta de 20,7% ante o ano anterior. A previsão considera 69,4 milhões de produtos vendidos entre 26 e 29 de novembro. Os números são estimativas, não resultados já realizados.
A plataforma, lançada nesta terça-feira (29), passa a atender 150 mil vendedores brasileiros, depois de uma fase de testes em que 19 mil lojistas anunciaram 1,4 milhão de itens no exterior. A Shopee cuida da coleta, do transporte internacional e da entrega final sem custo adicional ao lojista.
Estudo da Impulso, plataforma de retail media da RD Saúde, mostra que as vendas online da rede subiram 32% em novembro de 2025 frente a outubro, contra 12,9% nas lojas físicas. Compras no site com retirada na loja avançaram 48,2%, e itens de beleza e perfumaria chegaram a 61,3% das cestas.
Criadores de conteúdo passam a marcar produtos da Amazon.com.br em vídeos, Shorts e lives do YouTube e recebem comissão pelas vendas. No mesmo dia, pesquisa do Kwai mostrou que 55% dos seus usuários descobrem produtos assistindo a vídeos de outras pessoas usando os itens, e 91% pretendem comprar na Black Friday 2026.
No Mercado Livre Experience 2026, nesta quinta-feira (24), a empresa anunciou o Envios Agora, com entregas em até 60 minutos de produtos de até 15 quilos — por enquanto em testes em bairros de São Paulo —, um crédito do Mercado Pago que o lojista devolve em sete dias sem juros e a venda de medicamentos com retenção de receita a partir de 25 de setembro.
A paralisação nacional dos Correios, iniciada na noite de 11 de setembro e sem previsão de fim, já deixa encomendas presas, prazos de entrega furados e reembolsos travados para consumidores e pequenos vendedores online. Na Paraíba, o SINTECT-PB confirma que só os serviços administrativos internos continuam funcionando; o TST julga o dissídio coletivo em 21 de setembro.
O comércio eletrônico brasileiro deve faturar cerca de R$ 258 bilhões em 2026, alta de aproximadamente 10% sobre 2025, segundo estimativas da ABComm — e o Nordeste já responde por 15% desse volume nacional, consolidando-se como a segunda maior região do país em transações digitais, atrás apenas do Sudeste. Na Paraíba, o setor movimenta R$ 2,4 bilhões ao ano (1,19% do total nacional), enquanto operadores logísticos correm para ampliar frota e infraestrutura de armazenagem na região.
Com a Black Friday marcada para 27 de novembro, transportadoras e o varejo da Paraíba já estão revisando estoque, rotas e previsão de vendas desde agosto. A Abiacom projeta faturamento de R$ 259,8 bilhões para o e-commerce brasileiro em 2026, alta de 15,3% sobre 2025, com a data isolada devendo movimentar R$ 14,75 bilhões e ticket médio recorde de R$ 808,50.
O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 125 bilhões entre janeiro e junho de 2026, avanço de 24,37% sobre os R$ 100,5 bilhões do mesmo período de 2025, com 242 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 517, segundo a Abiacom. Com o ritmo atual, o setor projeta fechar o ano em R$ 260 bilhões — crescimento que amplia a disputa por consumidores online também na Paraíba e em Pernambuco, onde pequenos lojistas dependem cada vez mais de marketplaces para vender.
A Abiacom projeta faturamento de R$ 258,9 bilhões para o comércio eletrônico brasileiro em 2026, alta de 9,9%, com 460,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 562,15. Enquanto o setor cresce, a NTC&Logística registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025 — e um estudo da ICTS Security mostra Pernambuco na 3ª posição nacional do ranking, com a Paraíba surgindo pela primeira vez nas estatísticas de prejuízo, sinal de que a criminalidade logística já avança sobre a região.
