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Em alerta divulgado em 7 de outubro, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, apontou riscos associados à expansão da inteligência artificial, à pressão sobre o setor de energia e ao custo crescente do financiamento público. Segundo o relato, a dívida pública mundial se aproxima de 100% do PIB. Georgieva também advertiu que os ganhos da IA podem se concentrar em poucas economias.
O Brent para dezembro fechou em queda de 1,71%, a US$ 96,16, e o WTI recuou 3,48%, a US$ 89,38, nesta terça-feira (29). Segundo a Kpler, os embarques no Golfo chegaram a 80% do nível anterior à guerra, mesmo sem perspectiva de acordo entre EUA e Irã.
O plano iraniano, apresentado na Assembleia Geral da ONU e intermediado pelo Catar, foi recusado pelo presidente americano. O Brent chegou a subir 3,75%, a US$ 108,23, e fechou em US$ 105,28, alta de 0,9%. O WTI terminou a US$ 92,60, e o mercado vê 70% de chance de alta de juros pelo Fed em outubro.
O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a 5,11%, maior nível em 19 anos, depois de dados fortes da atividade americana e da alta do petróleo. O título de 30 anos foi a 5,4%, e o mercado passou a ver 66% de chance de nova alta de juros pelo Fed em outubro.
Na primeira visita de Xi Jinping à Casa Branca em mais de uma década, nesta quinta-feira (24), Estados Unidos e China prorrogaram por dois meses, até fevereiro, a trégua tarifária que venceria em 10 de novembro. Inteligência artificial, Taiwan e a guerra do Irã seguem como pontos de atrito. Para o Brasil, maior fornecedor de soja da China, o acordo agrícola entre as duas potências é o ponto a acompanhar.
Nesta quarta-feira (16), o Federal Reserve elevou os juros americanos em 0,25 ponto, para 3,75%-4,00% — primeira alta desde 2023 —, enquanto o Banco Central brasileiro cortou a Selic pela quinta vez seguida, para 13,75% ao ano. O próprio Copom reconheceu que a alta do Fed “aumenta a atratividade dos títulos americanos” e reduz o apetite por investimento em mercados emergentes como o Brasil, pressionando o câmbio e, por tabela, o custo de produtos importados que chegam à Paraíba e a Pernambuco.
Depois de uma ligação entre Lula e Trump em 31 de agosto, Brasil e Estados Unidos retomaram as negociações sobre o tarifaço americano e marcaram um novo encontro para 30 de setembro e 1º de outubro, durante a reunião de ministros de Indústria e Comércio do G20 em Milwaukee. Enquanto carne, café, petróleo, terras raras e peças aeronáuticas já foram parcialmente poupados, outros produtos seguem sob sobretaxa de até 37,5% — entre eles o calçado, que ameaça o polo de Campina Grande, na Paraíba, responsável por cerca de 16 mil empregos.
O dólar avançava 0,70% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,161, pressionado pelo fortalecimento da moeda americana no exterior e por incertezas políticas no Brasil. A virada no cenário vem dos Estados Unidos: mercados de previsão agora apontam cerca de 80% de chance de o Federal Reserve subir os juros na reunião de 15 e 16 de setembro, dos atuais 3,50%-3,75% para 3,75%-4% ao ano — inversão em relação às apostas de manutenção que prevaleciam dias antes, com impacto direto sobre o custo de crédito e de importação para empresas de Pernambuco e da Paraíba.
Fed (Federal Reserve) e Copom se reúnem nos dias 15 e 16 de setembro de 2026 e anunciam decisões de juros no mesmo dia, em direções opostas: nos Estados Unidos, sob o novo presidente Kevin Warsh, o mercado está dividido entre manter a taxa em 3,50%-3,75% ou elevá-la, enquanto no Brasil a aposta é de cerca de 95% de probabilidade de corte de 0,25 ponto na Selic, de 14% para 13,75%. O dólar é negociado perto de R$ 5,08 nesta semana, sustentado pelo diferencial entre os juros dos dois países — um cenário que mexe com o custo de crédito, o câmbio e as exportações de Pernambuco e da Paraíba.
O Banco do Povo da China manteve as taxas básicas de empréstimo (a LPR) em 3% ao ano no prazo de um ano e 3,5% em cinco anos, inalteradas desde maio de 2025, e sinalizou que o próximo empurrão na economia deve vir mais de gasto público e crédito direcionado do que de corte de juros. O pano de fundo é uma economia que avançou só 0,9% do primeiro para o segundo trimestre de 2026 – o pior ritmo desde 2011 fora da pandemia -, pressionada por crise imobiliária, consumo fraco e queda de preços. Como a China é destino de cerca de 30% das exportações brasileiras e de perto de 70% da soja embarcada pelo país, a perda de fôlego chinês tende a segurar os preços de minério, grãos e petróleo – o que respinga na receita do agro e da indústria extrativa, inclusive a que passa por Suape e Cabedelo.
