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O real acumula valorização de 8,48% frente ao dólar em 2026, o segundo melhor desempenho entre as moedas do mundo, atrás apenas do peso colombiano. A moeda saiu de cerca de R$ 5,45 no início do ano para a faixa de R$ 5,10 a R$ 5,20, puxada por um dólar global fraco e pelo juro real elevado que atrai o investidor estrangeiro. Para importadores e consumidores da Paraíba e de Pernambuco é alívio no custo de insumos e combustíveis; para o exportador, é aperto na receita.

O relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (31), reduziu a projeção do mercado para o PIB brasileiro de 2026 de 1,95% para 1,92% e a da inflação de 5,02% para 5,01%. A taxa básica de juros segue estimada em 13,75% ao ano até o fim do ano — patamar que mantém o crédito caro para empresas e famílias da Paraíba e de Pernambuco.

O Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de agosto, apontou saldo de 58.568 vagas com carteira assinada em julho de 2026 — pouco mais da metade da mediana esperada pelo mercado (114 mil) e o menor número para qualquer mês do ano. Foi o pior julho desde 2019. O comércio fechou 8.114 postos no mês, único grande setor no negativo, e o acumulado de 2026 (972,2 mil vagas) está 20,9% abaixo do mesmo período de 2025. O resultado reforça o quadro de desaceleração da economia num ambiente de juro alto.

A montadora chinesa BYD confirmou que vai investir até R$ 500 milhões para ampliar a produção de baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) no Brasil — as usadas em ônibus elétricos e em sistemas de armazenamento de energia — e incluiu Paraíba e Pernambuco entre os oito estados avaliados para receber o projeto. A empresa estuda ampliar a unidade que já mantém em Manaus ou erguer uma fábrica nova, alternativa que geraria cerca de 400 empregos diretos. Pelo cronograma divulgado em junho, a definição do local seria tomada nos meses seguintes, e o porte final do aporte deve depender das regras do primeiro leilão nacional de armazenamento de energia, marcado para dezembro.

Entre janeiro e julho de 2026, o país registrou a abertura de 3,6 milhões de micro e pequenos negócios, crescimento de quase 14% sobre o mesmo período de 2025, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. Os microempreendedores individuais (MEI) puxaram o resultado, com alta de 14,5%. Na Paraíba, os pequenos negócios já são 410,5 mil — 58,4% deles na forma de MEI — e respondem por praticamente todas as empresas abertas no estado. O setor de serviços concentra dois terços dos novos registros.

A produção industrial de Pernambuco avançou 10,9% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado — o segundo maior crescimento entre os estados acompanhados pelo IBGE, atrás apenas do Espírito Santo. No mesmo intervalo, a indústria brasileira subiu 1,5% e a do Nordeste recuou 0,2%: Pernambuco foi o único dos cinco estados nordestinos pesquisados a crescer. A indústria de transformação, que exclui atividades como o refino de petróleo, teve o melhor desempenho entre as 17 unidades da Federação da pesquisa.

O Nordeste lançou 46,9 mil unidades residenciais no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15% sobre o mesmo período de 2025 e acima da média nacional, segundo a Abrainc. As vendas na região somaram 49,2 mil imóveis e R$ 22,3 bilhões. O avanço é quase todo do segmento econômico, com mais lançamentos ligados ao Minha Casa Minha Vida (+30%), enquanto o médio e alto padrão recuaram. Pernambuco foi o segundo estado da região, com 9,4 mil unidades, e Recife concentrou 3 mil lançamentos. Em João Pessoa, foram entregues 7,5 mil imóveis no semestre, alta de 13,8%.

Levantamento do Sebrae-PB com base no Novo Caged mostra que os pequenos negócios — microempresas e empresas de pequeno porte — responderam por praticamente todo o saldo positivo de empregos formais na Paraíba entre janeiro e junho de 2026: 9.734 vagas abertas, contra um corte de 1.716 postos nas médias e grandes empresas. Só em junho, as MPE geraram 2.177 das 2.365 vagas líquidas do estado — 92% do total. O resultado reforça a dependência da economia paraibana dos empreendimentos de menor porte, mais sensíveis a crédito caro e inadimplência.

Divulgado em 25 de agosto, o primeiro Índice de Velocidade de Vendas (IVV) da Paraíba, produzido pelo Secovi-PB em parceria com a BCB Inteligência, mediu R$ 2,73 bilhões em vendas de imóveis novos em João Pessoa e Campina Grande entre dezembro de 2025 e julho de 2026, com 6.027 unidades comercializadas. O Minha Casa Minha Vida responde por mais da metade das unidades, mas os empreendimentos fora do programa concentram 74,3% do valor — cerca de R$ 2,03 bilhões —, puxados por apartamentos compactos para investimento e locação de temporada em João Pessoa. A oferta disponível encerrou julho em 12.683 imóveis.

As sete usinas paraibanas associadas ao Sindalcool começaram em agosto a moagem da safra 2026/2027 de cana-de-açúcar. A produção de açúcar do estado deve subir 31,7% e chegar a cerca de 295 mil toneladas, segundo estudo do Etene, do Banco do Nordeste — um dos maiores avanços percentuais da região, que como um todo projeta alta de 10,3% no açúcar. Na safra passada, a Paraíba moeu 6,47 milhões de toneladas de cana, produziu 216,6 mil toneladas de açúcar e 352,2 milhões de litros de etanol. A elevação da mistura obrigatória de anidro na gasolina para 32% aquece a demanda, mas chuvas fortes de maio em PB e PE e o risco de El Niño ameaçam a produtividade.