Browsing: Construção Civil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em João Pessoa em 11 de setembro para assinar, na sede do Sinduscon-JP, o Pacto Nacional do Trabalho Decente na Indústria da Construção, ao lado do presidente da CBIC, Eduardo Aroeira. O documento formaliza cooperação entre governo e setor por segurança do trabalho e qualificação profissional — um dos ramos que mais emprega no Brasil e que tem se destacado na geração de empregos formais na Paraíba.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, assinaram em João Pessoa, no dia 11 de setembro, o Pacto Nacional do Trabalho Decente na Indústria da Construção junto ao Sinduscon-JP. O acordo mira formalização de mão de obra, segurança no trabalho e combate ao trabalho infantil e análogo à escravidão no setor — que só em julho gerou 418 empregos formais no estado.

O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) avança as obras de terraplenagem e drenagem em um trecho de quase 5 km que liga a PB-325 ao distrito de Coronel Maia, em Catolé do Rocha, com investimento de R$ 7,4 milhões e conclusão prevista para janeiro de 2028. A obra deve beneficiar diretamente mais de 30 mil pessoas na região.

O Sinduscon-JP recebeu nesta quinta-feira (10) a solenidade que reúne o Ministério do Trabalho, a CBIC, o Ministério Público do Trabalho, a OIT e as principais centrais sindicais em torno do Pacto Nacional pelo Trabalho Decente na Indústria da Construção. O documento formaliza um compromisso conjunto de valorização do trabalhador do setor, num momento em que a construção civil segue como um dos maiores motores de emprego formal da Paraíba e do país.

A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC 2024) do IBGE, divulgada em junho, mostrou que a construção civil paraibana movimentou R$ 5 bilhões em incorporações, obras e serviços — alta de 16% sobre 2023 — e passou de 27,6 mil para 35,4 mil trabalhadores ocupados. Em Pernambuco, o setor gerou 19.418 empregos formais em 12 meses até março de 2026, o segundo maior saldo do país, atrás apenas de São Paulo. Para fornecedores de material, locadoras de equipamento e prestadores de serviço da região, é a confirmação de um ciclo de obras que segue aquecido, mesmo com o juro alto.

O PIB da construção civil caiu 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo dados compilados pela CBIC, mas ainda acumula alta de 1,1% no primeiro semestre. Mesmo com a atividade em marcha lenta, o emprego formal do setor cresceu 6,52% no semestre e a infraestrutura virou a principal geradora de vagas. Em Pernambuco e na Paraíba, a conta é sustentada por obra pública: PE gerou cerca de 9 mil vagas formais entre janeiro e abril e a Paraíba mantém 640 obras em andamento, somando R$ 5,3 bilhões.

Portaria publicada no Diário Oficial da União em 11 de agosto de 2026 destinou um terreno de 10,4 mil m² em Santa Luzia, no Seridó paraibano, para a construção de cerca de 180 moradias pelo Minha Casa, Minha Vida – Entidades. A cessão, feita sem licitação para uma entidade habitacional, é um exemplo de como o programa federal de habitação sustenta a construção civil no interior da Paraíba, num momento em que o custo do metro quadrado no estado sobe pouco (0,15% em julho, a menor alta do país) e a CBIC projeta crescimento de 2% para o setor em 2026.

O INCC-M, principal índice de custo da construção no país, subiu 0,85% em agosto de 2026, acima dos 0,62% de julho, segundo a FGV. A aceleração veio quase toda da mão de obra, que ficou 1,56% mais cara no mês, enquanto materiais e serviços subiram só 0,33%. Em 12 meses, o índice acumula 6,56%. Recife foi uma das duas capitais em que o custo desacelerou. Para quem comprou imóvel na planta em João Pessoa, Campina Grande ou no Recife, o índice corrige a parcela do financiamento; para construtoras e prefeituras da região, encarece contratos de obra em andamento.

O PIB da construção civil recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, segundo o IBGE, na contramão da economia brasileira, que cresceu 0,5% no período. Foi o primeiro tropeço depois de um começo de ano forte: no acumulado do semestre, o setor ainda avança 1,1%. A CBIC atribui a freada aos juros altos por mais tempo do que o previsto e mantém a projeção de crescimento de 1,2% em 2026, sustentada por infraestrutura, saneamento e Minha Casa, Minha Vida. Para Paraíba e Pernambuco, que vivem um ciclo aquecido de obras públicas e de emprego formal na construção, o recado é de cautela na largada do segundo semestre.