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As três rotas, com um voo por semana cada, ligam a capital paraibana a São Paulo e Minas Gerais e estão ligadas ao resort que o Grupo Tauá constrói na cidade, com investimento de R$ 700 milhões em uma área de 300 mil m².
A PBTur reuniu operadores e agentes na segunda-feira (28), terceiro dia da Feira Internacional de Turismo, com apresentação de produtos e atrativos do destino. Hotéis, receptivos e a ABIH-PB integraram a comitiva paraibana.
A Azul vai operar cerca de 2,5 mil voos extras no país entre 5 de dezembro de 2026 e 14 de fevereiro de 2027, com 370 mil assentos adicionais — 1.150 desses voos (46,7%) têm o Nordeste como foco. Recife, terceiro hub da companhia, ganha mais de 214 operações extras e cerca de 27 mil assentos, e João Pessoa está entre os destinos com voos adicionais a partir de Belo Horizonte (Confins).
O setor de turismo na Paraíba faturou R$ 92,9 milhões em abril de 2026, alta de 6,7% sobre o mesmo mês de 2025 — a 8ª maior taxa de crescimento entre os estados brasileiros, à frente de Rio de Janeiro, Pará, Alagoas, Distrito Federal e São Paulo. No acumulado do primeiro semestre, porém, o crescimento paraibano de 3,2% ficou atrás de vizinhos como Bahia (8,9%), Alagoas (7,5%) e Rio Grande do Norte (6,2%), mostrando que o desafio agora é acelerar o ritmo.
O Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, concentra hoje mais de R$ 3 bilhões em investimentos privados anunciados, com empreendimentos como o Tauá Resort (R$ 700 milhões, mais de 1.000 apartamentos) e um novo complexo com piscina de ondas artificiais assinada pela americana SurfLoch, orçado em R$ 322 milhões. Grupos internacionais como o português Vila Galé e a rede Insea Global também confirmaram entrada no mercado paraibano em 2026, num movimento que projeta o estado para ganhar milhares de novos leitos e postos de trabalho na hotelaria.
O Ministério do Turismo iniciou em 16 de setembro a primeira Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) do país, com João Pessoa entre os 50 destinos selecionados para entrevistar 22,5 mil turistas até outubro. O levantamento chega em um momento de forte aquecimento do setor no Nordeste: Pernambuco registrou alta de até 103,6% na chegada de turistas internacionais em 2026 e Recife viu as reservas estrangeiras crescerem 126%. Os dados vão orientar políticas públicas e investimentos privados em toda a região nos próximos anos.
Uma ação inédita em Ciudad del Este reuniu mais de 60 agentes de viagens paraguaios em torno dos atrativos paraibanos nesta semana, movimento que acompanha um crescimento de 770,8% no fluxo de turistas internacionais para o estado entre janeiro e abril de 2026, segundo a Embratur. A ofensiva internacional coincide com o lançamento de um planejamento estratégico para o turismo rural em Campina Grande, sinalizando uma aposta mais ampla do governo paraibano na diversificação do setor turístico.
O Polo Turístico Cabo Branco, maior complexo turístico em construção do Nordeste, já reúne dez empreendimentos contratados que somam mais de R$ 2,4 bilhões em investimento privado e devem entregar cerca de 14 mil novos leitos hoteleiros a João Pessoa. O Tauá Resort & Convention, âncora do projeto, foi inaugurado em março em fase de soft opening, com R$ 700 milhões investidos e 1.500 empregos diretos.
Boletim de Monitoramento de Indicadores Turísticos da PBTur projeta que a Paraíba deve fechar 2026 com 1,63 milhão de turistas, alta de 4,44% no fluxo de visitantes. O setor também atraiu R$ 360 milhões em crédito do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), via Banco do Nordeste, para a construção do Tauá Hotel & Convention em João Pessoa, empreendimento de R$ 700 milhões.
Encerram nesta sexta-feira (11) as inscrições para as 16 caravanas confirmadas rumo ao BTM 2026, em Fortaleza, entre 22 e 23 de outubro. A Paraíba leva a Caravana G7, saindo de João Pessoa, enquanto Pernambuco participa com operações do Recife e do Agreste, em uma mobilização que já prevê 1.600 pernoites na capital cearense.
