Termina neste fim de semana a montagem da estrutura para a etapa de João Pessoa do Circuito Paraíba Agronegócios 2026, que abre neste domingo (13) e segue até o próximo domingo (20), no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, às margens da BR-230, no bairro do Cristo Redentor. A entrada é gratuita e a organização projeta público de 200 mil pessoas apenas nesta etapa — um dos maiores públicos entre as praças do circuito estadual.
A exposição é a principal vitrine anual do agronegócio paraibano e reúne, na mesma programação, exposição e comercialização de animais de diferentes raças e espécies, torneios de raça, concursos leiteiros, leilões, feira de produtos e equipamentos ligados ao campo, e uma extensa agenda de rodadas de negócios, palestras e oficinas voltadas a produtores rurais e empresários do setor.
Um circuito de R$ 600 milhões
A etapa de João Pessoa é o ponto alto de um calendário mais amplo: o Circuito Paraíba Agronegócios 2026, promovido pelo Governo da Paraíba por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap-PB), reúne cerca de 70 exposições espalhadas por todas as regiões do estado ao longo do ano, de 26 de março a 12 de dezembro de 2026. A expectativa oficial é de que o circuito ultrapasse 1,5 milhão de visitantes no acumulado do ano — acima do 1,2 milhão registrado em 2025 — e movimente R$ 600 milhões em negócios, também acima dos R$ 400 milhões do ano anterior.
Segundo o secretário da Sedap-PB, Júnior Nóbrega, o objetivo da edição de 2026 é repetir — e, se possível, superar — o sucesso de público e de volume de negócios das edições recentes. Para isso, a pasta promete uma estrutura maior e mais tecnológica na etapa de João Pessoa, com um layout de feira totalmente reformulado em relação aos anos anteriores.
Tecnologia e novidades na edição 2026
Entre as novidades anunciadas para esta edição está um sistema de credenciamento de todos os visitantes do parque, que vai permitir aos expositores acompanhar, por meio de um painel de leitura, o fluxo de público que passa por seus estandes — uma ferramenta de inteligência comercial que não existia nas edições anteriores e que deve ajudar produtores e empresas a mensurar o retorno real da participação no evento.
A programação também inclui atrações que vão além do agronegócio tradicional: o Salão do Queijo e do Mel reúne produtores de diferentes regiões da Paraíba para exposição e venda direta ao público, o projeto “Encontro de Mulheres do Agro”, da Sedap-PB, promove palestras e rodas de conversa sobre o papel da mulher no campo — incluindo temas como empreendedorismo rural e prevenção à violência —, e uma sala sensorial do projeto “Agro que Acolhe” foi criada especificamente para receber crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para viabilizar o volume de atividades simultâneas, o parque contará com quatro auditórios, com capacidades de 300, 100 e 50 pessoas (dois deste último porte).
Consequências para produtores e empresas da cadeia
Para o produtor rural paraibano, de pequeno a grande porte, a exposição funciona como uma das principais janelas do ano para fechar negócios de compra e venda de animais, insumos e maquinário, além de acessar linhas de crédito e assistência técnica frequentemente oferecidas por bancos e órgãos de fomento presentes no evento. Para empresas de máquinas, equipamentos e insumos agropecuários, a feira representa oportunidade concentrada de geração de leads e vendas em um público altamente qualificado — motivo pelo qual o novo sistema de credenciamento e leitura de fluxo tende a ser bem recebido por expositores comerciais.
Relação com o Brasil e com Pernambuco
O calendário de grandes feiras de agronegócio do Nordeste não se limita à Paraíba: Pernambuco sediou, entre os dias 3 e 6 de setembro, a Agrinordeste 2026, no Centro de Convenções de Pernambuco, com entrada gratuita e apontada como uma das principais feiras agropecuárias cobertas do Nordeste. A proximidade de calendário entre os dois eventos — Agrinordeste encerrada há pouco mais de uma semana e Paraíba Agronegócios começando agora — reforça setembro como um mês de forte concentração de negócios agropecuários na região Nordeste, atraindo produtores, compradores e fornecedores que muitas vezes participam dos dois eventos na sequência.
Em nível nacional, esse tipo de exposição regional cumpre um papel que vai além do comércio local: funciona como termômetro de safra, de disposição de investimento do produtor e de apetite de crédito rural, sinalizando tendências que, mais adiante, aparecem nos números consolidados do agronegócio brasileiro.
Perspectivas
Se a etapa de João Pessoa confirmar a expectativa de 200 mil visitantes e contribuir de forma relevante para a meta de R$ 600 milhões do circuito anual, a edição 2026 deve consolidar a trajetória de crescimento iniciada em 2025. O verdadeiro teste, porém, virá nos meses seguintes, quando a Sedap-PB deve divulgar o balanço consolidado de público e de negócios fechados nesta etapa — número que ainda não existe e que a reportagem vai acompanhar.
Fontes: (Sedap-PB).

