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A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) e o Sebrae lançaram em 8 de setembro, em João Pessoa, o projeto ‘Raio-X da Indústria Paraibana’, que vai mapear vocações econômicas e produtivas dos 223 municípios paraibanos para orientar novos investimentos. A iniciativa integra o programa ‘Juntos pela Indústria’ e deve gerar um Mapa de Oportunidades e uma agenda de desenvolvimento econômico regional.

As exportações de calçados de Campina Grande subiram 21,7% no acumulado de 2026, na contramão de Juazeiro do Norte (CE), que recuou 22%, segundo a Abicalçados. O polo paraibano responde por cerca de 13% da produção nacional de calçados e por perto de 5,7% do valor exportado pelo Brasil no setor. O crescimento acontece apesar da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos calçados brasileiros, ainda em vigor em setembro, e de um problema estrutural: prazo e preço dos insumos que os fornecedores não entregam como a indústria precisa.

Em julho de 2026, a indústria foi o setor que mais gerou emprego com carteira assinada nos dois estados: saldo de 1.298 vagas na Paraíba e de 916 em Pernambuco, segundo o Novo Caged divulgado em 28 de agosto. A Paraíba teve saldo total de 2.307 postos, o quinto mês seguido no positivo, e Pernambuco, de 1.883. O desempenho local contrasta com o país: a produção industrial brasileira subiu apenas 0,2% em julho ante junho e caiu 0,5% na comparação com julho de 2025.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da CNI, referente a agosto de 2026, ficou em 51,1 pontos no Nordeste — acima da linha de 50 que separa confiança de pessimismo e o único resultado positivo entre as cinco regiões do país. No mesmo mês, o índice nacional voltou a subir, mas seguiu abaixo de 50, acumulando 20 meses consecutivos de pessimismo na indústria brasileira. Sul (42,8) e Sudeste (46,3) puxaram a média para baixo. A pesquisa ouviu 1.710 empresas entre 3 e 12 de agosto.

A produção industrial de Pernambuco avançou 10,9% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado — o segundo maior crescimento entre os estados acompanhados pelo IBGE, atrás apenas do Espírito Santo. No mesmo intervalo, a indústria brasileira subiu 1,5% e a do Nordeste recuou 0,2%: Pernambuco foi o único dos cinco estados nordestinos pesquisados a crescer. A indústria de transformação, que exclui atividades como o refino de petróleo, teve o melhor desempenho entre as 17 unidades da Federação da pesquisa.

Uma decisão arbitral devolveu ao Complexo de Suape uma área de 55 hectares — cerca de 77 campos de futebol — antes destinada ao estaleiro Vard Promar. O terreno tem acesso direto ao mar e deve ser oferecido a projetos das cadeias naval, offshore, industrial e logística. De janeiro a julho, o porto movimentou 16,1 milhões de toneladas, alta de 21,3% no ano.

O Nordeste vive uma corrida por investimentos em biometano, biodiesel, combustível sustentável de aviação e hidrogênio verde, com mercado potencial de R$ 348 bilhões só no setor de biometano. Pernambuco já tem projeto em operação em Jaboatão dos Guararapes, enquanto a Paraíba desponta como candidata a novos investimentos por sua produção de cana e resíduos agropecuários.