Autor: Paulo Luiz
A Paraíba registrou 32.859 novas empresas entre janeiro e maio de 2026, alta de 10,7% sobre o mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o tempo médio para abrir um negócio no estado caiu para perto de 12 horas — contra mais de 100 horas alguns anos atrás — colocando a Junta Comercial da Paraíba (JUCEP) entre as dez mais ágeis do ranking nacional da Receita Federal. Micro e pequenos negócios respondem por mais de 97% das aberturas.
A segunda edição da Expo Favela Paraíba, realizada de 4 a 6 de setembro na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, distribuiu R$ 850 mil em aportes para 20 empreendimentos de favelas e comunidades do estado. Os cinco primeiros colocados receberam R$ 50 mil cada e vão representar a Paraíba na Expo Favela Nacional, em São Paulo; os outros 15 receberam R$ 40 mil cada, além de capacitação e suporte técnico. O evento é realizado pela Cufa-PB com a Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secties).
Depois de um primeiro semestre com lançamentos abaixo do esperado — represados pela revisão do Plano Diretor na faixa de 500 metros da orla —, o mercado imobiliário de João Pessoa deve fechar 2026 com a segunda metade do ano mais aquecida. O preço do metro quadrado na capital chegou a R$ 8.286 em junho, com valorização de 9,42% em 12 meses (FipeZAP). A Grande João Pessoa vendeu 2.164 imóveis nos cinco primeiros meses do ano, movimentando R$ 1,61 bilhão, com o Altiplano Cabo Branco concentrando mais de 20% das vendas da capital.
Os enviados do presidente americano Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, se reuniram por mais de três horas com Vladimir Putin em Moscou no sábado (5) e, no dia seguinte, com Volodymyr Zelensky em Kiev, em nova rodada para tentar pôr fim à guerra. As conversas em Kiev foram classificadas como “substantivas”, e Rússia e Ucrânia aceitaram suspender ataques aéreos mútuos às capitais durante o fim de semana — mas não há cessar-fogo amplo. Para o Brasil, qualquer avanço real mexe com preços de petróleo, trigo e fertilizantes.
O desfile cívico-militar dos 204 anos da Independência foi realizado nesta segunda-feira (7) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com a presença do presidente Lula e da primeira-dama Janja. A edição de 2026 foi organizada em três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil vai sediar. O evento custou R$ 5,74 milhões, 33% mais que em 2025, e ocorreu a menos de um mês das eleições gerais.
O Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, já reúne cerca de R$ 2,7 bilhões em investimentos privados contratados para erguer aproximadamente 14 mil quartos de hotel e gerar perto de 20 mil empregos, segundo a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep). O marco mais recente foi a entrada em operação, em julho de 2026, do Tauá Resort & Convention João Pessoa — R$ 700 milhões, 1.128 apartamentos e projeção de mais de 12 mil hóspedes só no primeiro mês. Com a formalização também do The Westin João Pessoa, da rede Marriott, a Paraíba passa a disputar em outro patamar o turista de sol e praia do Nordeste.
Fornecedores de cana de Pernambuco, reunidos na AFCP, marcaram para 14 de setembro o prazo-limite para paralisar a entrega de matéria-prima às usinas caso não haja acordo sobre preço. A associação afirma que o produtor opera com prejuízo de R$ 75,73 por tonelada: o valor pago está em torno de R$ 139 e o custo de produção da safra 2025/2026, apurado por CNA, Senar e Cepea/USP, chega a R$ 215 por tonelada. Uma reunião de negociação com os usineiros está prevista para 9 de setembro, e o Consecana-PE, que define o preço de referência, se reúne no dia 14.
As dez maiores redes supermercadistas de capital paraibano movimentaram R$ 3,3 bilhões em 2025, segundo o Ranking ABRAS 2026. BeMais (R$ 860 milhões), Farias (R$ 601 milhões) e Rede Paraíba (R$ 539 milhões) puxam a lista. Ao mesmo tempo, Carrefour, Grupo Mateus e Assaí — cada um com faturamento anual acima de R$ 20 bilhões — ampliam a presença no estado. Para não perder espaço, as redes locais apostam em logística própria, proximidade com o cliente e no perfil mais conservador do consumidor paraibano.
A Paraíba registrou 32.859 novas empresas de janeiro a maio de 2026, alta de 10,7% sobre o mesmo período de 2025, segundo o Ministério do Empreendedorismo. No primeiro trimestre, os dados da Junta Comercial já apontavam crescimento de 30,9%. As microempresas respondem por 95% das aberturas, João Pessoa e Campina Grande concentram mais da metade dos registros e a carteira de crédito para MEI e pequenos negócios no estado chegou a R$ 396,8 milhões, com expansão de 51,1% em dois anos.
As exportações de calçados de Campina Grande subiram 21,7% no acumulado de 2026, na contramão de Juazeiro do Norte (CE), que recuou 22%, segundo a Abicalçados. O polo paraibano responde por cerca de 13% da produção nacional de calçados e por perto de 5,7% do valor exportado pelo Brasil no setor. O crescimento acontece apesar da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos calçados brasileiros, ainda em vigor em setembro, e de um problema estrutural: prazo e preço dos insumos que os fornecedores não entregam como a indústria precisa.
