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Guias, motoristas, artesãos e vendedores de alimentos que atuam no turismo e são microempreendedores individuais inscritos no CadÚnico podem pedir até R$ 21 mil do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). A fase inicial vale só para os nove estados do Nordeste, incluindo Paraíba e Pernambuco, e o primeiro contrato já foi assinado no Piauí.

A 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ) 2026 reconheceu, em cerimônia realizada em 14 de setembro em João Pessoa, as melhores reportagens sobre pequenos negócios e economia sustentável do país. Foram mais de 3.700 inscrições em cinco categorias, recorde de participação na história do prêmio, avaliando trabalhos publicados entre junho de 2025 e junho de 2026.

O programa Sebrae Delas reuniu um auditório lotado em João Pessoa para uma palestra sobre gestão financeira voltada a empreendedoras, no dia 9 de setembro. Na Paraíba, mulheres já respondem por 473,2 mil negócios — 35% do total de empreendedores do estado — e o Sebrae aposta no fundo de garantia FAMPE Mulher, que cobre até 100% do valor de empréstimos, para ampliar o acesso ao crédito desse público.

A segunda edição da Expo Favela Paraíba, realizada de 4 a 6 de setembro na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, distribuiu R$ 850 mil em aportes para 20 empreendimentos de favelas e comunidades do estado. Os cinco primeiros colocados receberam R$ 50 mil cada e vão representar a Paraíba na Expo Favela Nacional, em São Paulo; os outros 15 receberam R$ 40 mil cada, além de capacitação e suporte técnico. O evento é realizado pela Cufa-PB com a Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secties).

A Paraíba registrou 32.859 novas empresas de janeiro a maio de 2026, alta de 10,7% sobre o mesmo período de 2025, segundo o Ministério do Empreendedorismo. No primeiro trimestre, os dados da Junta Comercial já apontavam crescimento de 30,9%. As microempresas respondem por 95% das aberturas, João Pessoa e Campina Grande concentram mais da metade dos registros e a carteira de crédito para MEI e pequenos negócios no estado chegou a R$ 396,8 milhões, com expansão de 51,1% em dois anos.

Levantamentos do Sebrae com base no Caged mostram que, de janeiro a junho de 2026, as micro e pequenas empresas (MPEs) criaram 9.734 empregos formais na Paraíba e 21.790 em Pernambuco, enquanto as médias e grandes empresas fecharam vagas nos dois Estados (-1.716 na PB e -2.110 em PE). Em Pernambuco, serviços (+10.944) e construção (+9.381) lideraram as contratações dos pequenos negócios. Em junho, só as MPEs responderam por 92% das vagas abertas na Paraíba. O quadro reforça a dependência da economia regional do pequeno empreendedor num ano de forte abertura de CNPJs.

Entre janeiro e julho de 2026, o país registrou a abertura de 3,6 milhões de micro e pequenos negócios, crescimento de quase 14% sobre o mesmo período de 2025, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. Os microempreendedores individuais (MEI) puxaram o resultado, com alta de 14,5%. Na Paraíba, os pequenos negócios já são 410,5 mil — 58,4% deles na forma de MEI — e respondem por praticamente todas as empresas abertas no estado. O setor de serviços concentra dois terços dos novos registros.

Levantamento do Sebrae-PB com base no Novo Caged mostra que os pequenos negócios — microempresas e empresas de pequeno porte — responderam por praticamente todo o saldo positivo de empregos formais na Paraíba entre janeiro e junho de 2026: 9.734 vagas abertas, contra um corte de 1.716 postos nas médias e grandes empresas. Só em junho, as MPE geraram 2.177 das 2.365 vagas líquidas do estado — 92% do total. O resultado reforça a dependência da economia paraibana dos empreendimentos de menor porte, mais sensíveis a crédito caro e inadimplência.

A Paraíba soma 410.511 pequenos negócios com registro ativo, dos quais 239.888 (58,4%) são microempreendedores individuais (MEI), segundo dado do Sebrae atualizado em 23 de julho de 2026. No Brasil, foram 3,6 milhões de novos negócios abertos de janeiro a julho — alta de quase 14% sobre 2025 —, com os MEIs crescendo 14,5%. O setor de serviços responde por 65% das aberturas. Para o comércio e a economia paraibana, o número mostra uma base empresarial cada vez mais pulverizada e apoiada na formalização de trabalhadores por conta própria.