Autor: Paulo Luiz
A Universidade Federal da Paraíba teve 15 novos cursos de graduação aprovados dentro do programa Universidades Transformadoras, do MEC. Serão 760 novas vagas para estudantes, distribuídas entre os campi de João Pessoa e de Bananeiras, além de 72 códigos para novos professores. Seis cursos começam já em 2027.
O secretário de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Vital Costa, afirmou durante um famtour em João Pessoa que a meta é levar o turismo para o interior, explorando aventura, ecoturismo, turismo religioso e rural. O estado aponta R$ 2,5 bilhões em investimentos privados, 14 mil novos leitos e 19 mil empregos diretos em perspectiva.
O barril do petróleo Brent voltou a superar US$ 100 nesta quarta-feira (9), pela primeira vez desde julho, depois que um ataque com drones e mísseis atribuído aos houthis atingiu instalações da estatal saudita Aramco no sul da Arábia Saudita, deixando pelo menos 73 feridos. A escalada no Oriente Médio, somada ao risco de bloqueio no Estreito de Ormuz, pressiona fretes, diesel e inflação. No mesmo dia, o governo federal publicou medida provisória com R$ 6,6 bilhões em crédito extraordinário para subvenção de combustíveis, dos quais R$ 5,6 bilhões destinados ao óleo diesel rodoviário.
O IPCA-15 de agosto, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,40%, ante alta de 0,06% em julho, informou o IBGE. O recuo foi maior do que o esperado pelo mercado (-0,30%). O principal fator foi a queda de 6,25% na energia elétrica residencial, com a incorporação do Bônus de Itaipu às contas de agosto. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,52% para 4,24%. Passagens aéreas (-13,30%) e alimentos como tomate (-27,38%) e batata (-25,14%) também aliviaram o orçamento das famílias.
Estudo do IPC Maps projeta que o setor de recreação e cultura na Paraíba movimentará R$ 2,56 bilhões em 2026, alta de 6,5% sobre 2025 (R$ 2,40 bilhões). O potencial de consumo da classe A em cultura e lazer saltou 35,7%, de R$ 301,6 milhões para R$ 409,4 milhões. O estado ganhou 232 novos estabelecimentos de esporte, recreação e lazer no último ano, chegando a 2.443 unidades em operação. O consumo total das famílias paraibanas deve alcançar R$ 115,3 bilhões no ano.
O Banco do Nordeste aplicou R$ 364 milhões em atividades produtivas ligadas ao turismo na Paraíba no primeiro semestre de 2026. Nesta quarta-feira (9), a instituição promove, em parceria com o Sebrae, o Seminário de Boas Práticas do Turismo na Câmara Municipal do Conde, no Litoral Sul, reunindo empreendedores e gestores para discutir o setor como estratégia de desenvolvimento territorial. Segundo o BNB, o turismo abrange mais de 50 segmentos econômicos e coordena hoje cinco projetos do Prodeter no estado.
A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC 2024) do IBGE, divulgada em junho, mostrou que a construção civil paraibana movimentou R$ 5 bilhões em incorporações, obras e serviços — alta de 16% sobre 2023 — e passou de 27,6 mil para 35,4 mil trabalhadores ocupados. Em Pernambuco, o setor gerou 19.418 empregos formais em 12 meses até março de 2026, o segundo maior saldo do país, atrás apenas de São Paulo. Para fornecedores de material, locadoras de equipamento e prestadores de serviço da região, é a confirmação de um ciclo de obras que segue aquecido, mesmo com o juro alto.
A balança comercial brasileira começou setembro com superávit de US$ 1,906 bilhão na primeira semana do mês, com exportações 31,7% maiores que no mesmo período de 2025, segundo dados da Secex divulgados nesta segunda-feira (8). No acumulado de 2026, o saldo positivo já soma US$ 57,2 bilhões, alta de 36,7% sobre o ano passado, e o Ministério do Desenvolvimento passou a projetar superávit de US$ 90 bilhões para o ano inteiro. Para a Paraíba e Pernambuco, o número nacional recorde convive com um cenário local dividido: o acordo Mercosul-União Europeia abre mercado para frutas, sucos e açúcar por Cabedelo e Suape, enquanto o tarifaço dos Estados Unidos derruba embarques de calçados e açúcar.
Faltando pouco menos de 90 dias para a Black Friday, marcada para 27 de novembro, o comércio eletrônico brasileiro chega ao seu período mais movimentado com o pé no freio: a projeção da Abiacom (ex-ABComm) é de faturamento de R$ 259,8 bilhões em 2026, alta de 9,9% sobre 2025 — bem abaixo dos 15,3% de crescimento do ano passado. Com o consumidor cada vez menos tolerante a atraso, a etapa final da entrega, a chamada última milha, virou o principal campo de batalha do setor. E é no Nordeste — hoje o segundo maior mercado digital do país, com Pernambuco liderando o crescimento do varejo nacional e a Paraíba movimentando cerca de R$ 2,4 bilhões por ano em compras online — que essa corrida logística está sendo travada.
A China informou nesta segunda-feira (8) que suas exportações cresceram 25% em agosto na comparação anual, o ritmo mais forte do ano, puxadas por carros (+43%) e semicondutores (+130%). O superávit comercial do mês subiu para US$ 119,1 bilhões, novo recorde, e as vendas para os Estados Unidos avançaram 34% mesmo com as tarifas, ajudadas pela base fraca de 2025. As importações chinesas subiram 28%, mas ficaram abaixo do esperado — sinal de que a demanda interna do país segue devagar. Como a China é a maior parceira comercial do Brasil e a principal compradora de petróleo, soja e minério, o que acontece na sua economia chega direto ao superávit brasileiro e à indústria de Paraíba e Pernambuco.
