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João Pessoa vendeu 448 imóveis em junho, 108% a mais que em maio, somando R$ 370,6 milhões; com Cabedelo, foram 530 unidades e R$ 431,1 milhões. Treze de Maio, Jardim Oceania, Altiplano Cabo Branco, Aeroclube e Cabo Branco concentraram 64% das vendas na capital.
O Haus Artefacto, da construtora paraibana Galvão Amorim com a marca de design Artefacto, terá 28 residências num terreno de cerca de 3 mil m² com 60 metros de frente para o mar no Jardim Oceania. Lançado em agosto, o empreendimento já tem mais de 50% das unidades vendidas e obra iniciada.
A greve dos empregados da Caixa, iniciada em 10 de setembro, já represa contratos de financiamento e o crédito das obras. O banco responde por dois terços do financiamento habitacional do país e opera todo o Minha Casa, Minha Vida — programa que respondeu por 71,9% do valor vendido em imóveis novos no Grande Recife em julho.
O saldo de crédito imobiliário na Paraíba chegou a R$ 24,05 bilhões em julho de 2026, alta de 16% em 12 meses, segundo dados do Banco Central. A taxa de inadimplência caiu para 1,09%, o menor patamar já registrado, num cenário puxado por financiamentos de longo prazo e por produtos voltados à locação de temporada.
Com valorização de 15,15% em 2025 — a segunda maior entre as capitais brasileiras — e mais de 10,7 mil imóveis anunciados em plataformas como Airbnb e Vrbo, João Pessoa vive um ciclo de investimento voltado à locação por temporada. Bairros como Bessa e Tambaú concentram lançamentos de studios compactos pensados para operar como hospedagem.
Campina Grande superou João Pessoa em rankings nacionais de mercado imobiliário e de desenvolvimento urbano, segundo levantamento da consultoria Urban Systems. A cidade lidera com m² médio de R$ 4.475, puxado pela demanda estudantil, enquanto Patos e Sousa vivem dinâmicas próprias de expansão, com loteamentos e imóveis de menor valor no interior paraibano.
O Índice FipeZAP de julho de 2026 mostra João Pessoa com valorização de 8,81% em 12 meses, a sétima maior entre as 22 capitais monitoradas e à frente de Recife, que subiu 6,04% no mesmo período. O preço médio do metro quadrado residencial ficou em R$ 8.341 na capital paraibana e R$ 8.834 na pernambucana.
O Secovi-PB, em parceria com a BCB Inteligência, lançou o primeiro Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do mercado imobiliário paraibano, cobrindo João Pessoa e Campina Grande. O levantamento mostra R$ 2,73 bilhões em VGV e 6.027 unidades vendidas entre dezembro de 2025 e julho de 2026, com 74,3% do volume concentrado em empreendimentos fora do Minha Casa, Minha Vida.
Depois de um primeiro semestre com lançamentos abaixo do esperado — represados pela revisão do Plano Diretor na faixa de 500 metros da orla —, o mercado imobiliário de João Pessoa deve fechar 2026 com a segunda metade do ano mais aquecida. O preço do metro quadrado na capital chegou a R$ 8.286 em junho, com valorização de 9,42% em 12 meses (FipeZAP). A Grande João Pessoa vendeu 2.164 imóveis nos cinco primeiros meses do ano, movimentando R$ 1,61 bilhão, com o Altiplano Cabo Branco concentrando mais de 20% das vendas da capital.
O Índice CRECI 360º, levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba, mostra que João Pessoa e Cabedelo comercializaram 5.417 imóveis entre junho de 2025 e maio de 2026 — média de 14 vendas por dia. Nos cinco primeiros meses de 2026 foram 2.164 unidades e R$ 1,61 bilhão em Valor Global de Vendas. O estoque de imóveis prontos recuou 8% em maio, de 866 para 797 unidades, e Cabedelo ampliou sua fatia no mercado da região. O primeiro trimestre, ainda assim, ficou 13,8% abaixo do mesmo período de 2025.
