A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou em 23 de outubro de 2026 uma agenda estratégica com propostas para os primeiros 100 dias do próximo governo. O documento é direcionado às campanhas presidenciais e reúne recomendações para estimular a atividade do setor e enfrentar entraves a investimentos.
Entre os temas, a entidade defende linhas de crédito voltadas à industrialização, à inovação, à compra de equipamentos e ao desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis. A proposta, segundo a agenda apresentada, busca incentivar o uso de novas tecnologias e fortalecer a competitividade das empresas de construção.
Planejamento de longo prazo para infraestrutura
Outro eixo é a ampliação dos investimentos e a adoção de planejamento integrado para um horizonte de 20 a 30 anos. A CBIC aponta como áreas a considerar as redes de transporte, energia, saneamento e conectividade, com atenção às necessidades da indústria e da economia digital.
A entidade também defende a conclusão de obras públicas paralisadas ou inacabadas. A recomendação prevê avaliação técnica da viabilidade dos projetos e definição de medidas para retomá-los ou reprogramá-los. A agenda não significa que essas obras tenham sido retomadas nem que haja uma decisão governamental sobre elas.
Propostas ainda dependem de decisões futuras
Ao apresentar as medidas, a CBIC argumenta que a modernização da infraestrutura pode contribuir para reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade. O presidente da entidade, Eduardo Aroeira Almeida, destacou, conforme o comunicado, que o investimento brasileiro em infraestrutura ainda está abaixo das necessidades do país.
A agenda é uma manifestação institucional do setor da construção e não representa, por si só, compromisso assumido pelas campanhas ou pelo futuro governo. Para que as recomendações se convertam em políticas públicas, será necessário que sejam analisadas e eventualmente incorporadas por quem vier a assumir a administração federal.
A CBIC informou que está disposta a colaborar tecnicamente com a formulação de políticas e a manter diálogo com a futura gestão. As propostas abrangem crédito, inovação, planejamento de infraestrutura e tratamento de empreendimentos públicos interrompidos, temas que a entidade associa à atividade econômica, ao investimento e ao emprego.
