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Levantamento da Nuvemshop com a Opinion Box projeta faturamento de R$ 260 bilhões para o comércio eletrônico brasileiro em 2026, com 96,87 milhões de compradores digitais e ticket médio de R$ 564,96. Enquanto marketplaces seguem como porta de entrada preferida de 70% dos consumidores, uma pesquisa do Instituto Retail Think Tank com CNDL e SPC Brasil mostra que o WhatsApp já é canal de venda para 82% das micro e pequenas empresas do país — realidade que, na Paraíba e em Pernambuco, ganha reforço institucional com a JUCEPE passando a oferecer abertura de empresas pelo aplicativo.
A Abiacom projeta faturamento recorde de R$ 259,8 bilhões para o comércio eletrônico brasileiro em 2026, alta de 10,3% sobre 2025, com a inteligência artificial cada vez mais presente na jornada de compra. O Nordeste já responde por cerca de 15% das vendas digitais do país, e investimentos como o novo centro de distribuição da Amazon em Salvador — parte de um aporte de R$ 4,4 bilhões da empresa na região em 15 anos — pressionam o varejo de Pernambuco e da Paraíba a competir em velocidade de entrega. No Agreste pernambucano, o Polo de Confecções de Caruaru aposta nos canais digitais para expandir vendas: a 42ª Rodada de Negócios da Moda superou a meta e movimentou R$ 44 milhões em agosto.
Levantamento do SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas, divulgado em 4 de setembro, mostra que o comércio eletrônico do país somou 139 milhões de compradores nos 12 meses até agosto de 2026 — 20 milhões a mais do que no ciclo anterior. A frequência de compra também subiu: a média mensal de pedidos por consumidor passou de 4,6 para 5,1, e a fatia que comprou pelo menos uma vez no último mês foi de 54% para 66%. No Nordeste, o crescimento aparece com força no polo de confecções do Agreste pernambucano, onde a base de vendedores ativos na Shopee saltou 80% em um ano, e na Paraíba, onde o setor deve crescer 10,8% nas vendas online.
A Semana do Cliente de 2026 vai de 13 a 19 de setembro, com o Dia do Cliente na terça-feira, 15 – a primeira data de peso do varejo online no segundo semestre e o aquecimento para a Black Friday, marcada para 27 de novembro. Na edição de 2025, as pequenas e médias empresas que vendem pela plataforma Nuvemshop movimentaram R$ 136 milhões, alta de 31% sobre 2024, com mais de 510 mil pedidos. Para o ano de 2026, a Abiacom (ex-ABComm) projeta faturamento de R$ 259,8 bilhões no e-commerce brasileiro, alta de cerca de 10%, num ritmo mais lento que o de 2025. Autopeças e acessórios automotivos, categoria forte no Nordeste e uma das mais compradas online na Paraíba, costumam estar entre os campeões de venda da data.
Faltando pouco menos de 90 dias para a Black Friday, marcada para 27 de novembro, o comércio eletrônico brasileiro chega ao seu período mais movimentado com o pé no freio: a projeção da Abiacom (ex-ABComm) é de faturamento de R$ 259,8 bilhões em 2026, alta de 9,9% sobre 2025 — bem abaixo dos 15,3% de crescimento do ano passado. Com o consumidor cada vez menos tolerante a atraso, a etapa final da entrega, a chamada última milha, virou o principal campo de batalha do setor. E é no Nordeste — hoje o segundo maior mercado digital do país, com Pernambuco liderando o crescimento do varejo nacional e a Paraíba movimentando cerca de R$ 2,4 bilhões por ano em compras online — que essa corrida logística está sendo travada.
E-commerce brasileiro fatura R$ 125 bilhões no 1º semestre e chega à Semana do Cliente crescendo 24%
O comércio eletrônico do país movimentou R$ 125 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 24,37% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Abiacom (ex-ABComm). Foram 242 milhões de pedidos, com ticket médio de R$ 517, e a entidade projeta o ano fechando acima de R$ 260 bilhões. O setor entra agora na Semana do Cliente, de 13 a 19 de setembro, com o Dia do Cliente em 15/9 — data que virou a principal vitrine de vendas online antes da Black Friday e na qual pequenos negócios da Paraíba e de Pernambuco disputam espaço com os grandes marketplaces.
As três maiores plataformas de comércio eletrônico do país estão em disputa aberta por espaço logístico. O Mercado Livre confirmou investimento recorde de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 (50% acima de 2025), com 14 novos centros de distribuição no modelo fulfillment, elevando a rede de 28 para 42 unidades. A Shopee saltou de 13 para 22 centros em menos de um ano e a Amazon abre cerca de três novos pontos logísticos por semana. Segundo a consultoria Binswanger Brazil, o e-commerce absorveu perto de 1 milhão de metros quadrados de galpões só no primeiro trimestre de 2026, e a vacância caiu para 6,4%, a menor da série. No Nordeste, a Log Commercial Properties prepara o terceiro condomínio em Recife e amplia o de João Pessoa, enquanto Amazon e Shopee já operam entrega rápida na região.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3), em votação simbólica, a Medida Provisória 1.357/2026, que zera a alíquota do Imposto de Importação — hoje de 20% — sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas pela internet e enviadas por remessa postal. O texto ainda reduz de 60% para 30% a tributação de encomendas de até US$ 3 mil e isenta medicamentos sem similar nacional. A MP segue para o Senado e precisa ser aprovada nas duas Casas até 8 de setembro, ou perde a validade e a cobrança de 20% volta a valer. O ICMS estadual, de 17% a 20%, continua incidindo em qualquer cenário.
O comércio eletrônico movimentou R$ 208,4 bilhões de janeiro a junho de 2026, alta de 16,9% sobre 2025, segundo o estudo Confi/Neotrust divulgado em 28 de julho. O número de pedidos disparou 34,8%, para 756,7 milhões, mas o ticket médio recuou 13,3%, para R$ 275,50, e cada compra passou a levar menos itens. O setor cresce pela frequência, não pelo tamanho da compra — um movimento que muda a conta de frete e logística para lojistas de João Pessoa, Campina Grande e Recife.
O comércio eletrônico do país faturou R$ 125 bilhões entre janeiro e junho, alta de 24,37% sobre 2025, com 242 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 517, segundo a ABIACOM. Grandes plataformas anunciam investimentos bilionários em logística, mas o Nordeste segue como o mercado mais subatendido: concentra cerca de 15% das transações digitais e apenas 10% dos pedidos, apesar dos 57 milhões de habitantes. Para o lojista da Paraíba e de Pernambuco, o gargalo do frete e do prazo de entrega é ao mesmo tempo o maior obstáculo e a maior oportunidade.
