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A etapa João Pessoa do Circuito Paraíba Agronegócio acontece de 13 a 20 de setembro no Parque de Exposições do Cristo Redentor, com entrada gratuita, cerca de 500 expositores, 2.500 animais e público esperado de 200 mil pessoas. O parque foi ampliado de 3.400 para mais de 14 mil metros quadrados. A feira é a maior das cerca de 70 exposições do circuito estadual de 2026, que vai de março a dezembro e para o qual o governo projeta 1,5 milhão de visitantes e R$ 600 milhões em negócios — contra 1,2 milhão de pessoas e R$ 400 milhões em 2025.

Fornecedores de cana de Pernambuco, reunidos na AFCP, marcaram para 14 de setembro o prazo-limite para paralisar a entrega de matéria-prima às usinas caso não haja acordo sobre preço. A associação afirma que o produtor opera com prejuízo de R$ 75,73 por tonelada: o valor pago está em torno de R$ 139 e o custo de produção da safra 2025/2026, apurado por CNA, Senar e Cepea/USP, chega a R$ 215 por tonelada. Uma reunião de negociação com os usineiros está prevista para 9 de setembro, e o Consecana-PE, que define o preço de referência, se reúne no dia 14.

Em menos de um mês, o Nordeste oriental concentra suas duas maiores feiras de agronegócio. A 33ª Agrinordeste ocorreu de 3 a 6 de setembro no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, com mais de 300 estandes e expectativa de 35 mil visitantes. Já a etapa João Pessoa do Circuito Paraíba Agronegócio acontece de 13 a 20 de setembro, no Parque de Exposições do bairro Cristo Redentor, com público estimado em 200 mil pessoas. Juntas, as feiras traduzem um setor que cresce há quase uma década nos dois estados: a agropecuária pernambucana acumula 85% de expansão em nove anos, e o circuito paraibano projeta movimentar R$ 600 milhões em negócios em 2026.

A etapa João Pessoa do Circuito Paraíba Agronegócio acontece de 13 a 20 de setembro no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, com cerca de 500 expositores, 2,5 mil animais e público estimado em 200 mil pessoas. A área de exposição saltou de 3,4 mil para mais de 14 mil metros quadrados e o evento ganha dois espaços novos, a Cidade da Agroindústria e a Cidade Vet. É a maior parada de um circuito estadual que prevê 70 exposições em 2026 e movimentação de R$ 600 milhões em negócios, ante R$ 400 milhões em 2025.

As sete usinas de açúcar e álcool associadas ao Sindalcool iniciaram a moagem da safra 2026/2027 de cana-de-açúcar na Paraíba priorizando a produção de etanol, num movimento reforçado pela decisão do governo federal de elevar de 30% para 32% (E32) o teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. O setor emprega cerca de 20 mil trabalhadores diretos em 26 municípios paraibanos e vem de uma safra 2025/2026 em que a produção de açúcar caiu cerca de 24%. A pressão agora são os preços baixos do etanol e do açúcar, diante da alta oferta nacional.

A 33ª Agrinordeste acontece de 3 a 6 de setembro no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, com entrada gratuita. Promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Pernambuco (Faepe), a feira reúne mais de 300 estandes e mais de 100 seminários técnicos, com foco nas cadeias que sustentam o agro do semiárido: caprinovinocultura, apicultura, carcinicultura, leite, fruticultura e cana-de-açúcar. A organização espera mais de 35 mil visitantes entre produtores, técnicos, estudantes e autoridades.

As sete usinas paraibanas associadas ao Sindalcool começaram em agosto a moagem da safra 2026/2027 de cana-de-açúcar. A produção de açúcar do estado deve subir 31,7% e chegar a cerca de 295 mil toneladas, segundo estudo do Etene, do Banco do Nordeste — um dos maiores avanços percentuais da região, que como um todo projeta alta de 10,3% no açúcar. Na safra passada, a Paraíba moeu 6,47 milhões de toneladas de cana, produziu 216,6 mil toneladas de açúcar e 352,2 milhões de litros de etanol. A elevação da mistura obrigatória de anidro na gasolina para 32% aquece a demanda, mas chuvas fortes de maio em PB e PE e o risco de El Niño ameaçam a produtividade.

Instalada no Assentamento Che Guevara, em Casserengue, no Curimataú paraibano, a primeira fábrica de beneficiamento de leite de cabra em pó do Nordeste garantiu sua primeira compra antes de abrir: R$ 6 milhões, sendo R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. O leite em pó será distribuído a famílias atendidas por políticas de segurança alimentar. A unidade é operada pela cooperativa Coopac, sob a marca Nutrilê, tem capacidade instalada para processar até 45 mil litros de leite por dia e deve começar a funcionar em setembro de 2026, beneficiando cerca de 390 famílias cooperadas de 16 municípios.

As usinas do Nordeste começaram a moagem 2026/27 apostando em recuperação. Em Pernambuco, o Sindaçúcar estima 13 milhões de toneladas de cana, 910 mil toneladas de açúcar e 390 milhões de litros de etanol — alta de 3% a 4%. Na Paraíba, estudo do Etene/Banco do Nordeste projeta produção de 295 mil toneladas de açúcar, avanço de 31,7% sobre a safra anterior. A elevação da mistura de etanol na gasolina para 32% deve puxar parte da cana para o biocombustível.

As sete usinas associadas ao Sindalcool na Paraíba iniciaram a safra 2026/27 sob pressão de custos mais altos e incerteza climática ligada ao El Niño, mas seguem investindo em eficiência para sustentar cerca de 20 mil empregos diretos em 26 municípios. Na safra anterior, o setor moeu 6,47 milhões de toneladas de cana e produziu 352 milhões de litros de etanol.