O Chile enfrenta uma combinação de atividade econômica em queda e desemprego em alta enquanto o governo do presidente José Antonio Kast conduz uma política de ajuste fiscal. Reportagem da Agência Brasil publicada em 23 de outubro de 2026 informa que o Produto Interno Bruto (PIB) chileno recuou 0,3% no terceiro trimestre, depois de uma retração de 0,2% no trimestre anterior.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego aumentou um ponto percentual em 12 meses e atingiu 9,6%. Os indicadores surgem sete meses após o início do mandato de Kast, eleito com promessas de reduzir o tamanho do Estado, diminuir impostos e reativar a economia.
Programa de investimentos anunciado
Em resposta ao cenário, o governo lançou um programa de investimentos públicos de 1,3 bilhão de pesos chilenos. Conforme a reportagem, a iniciativa prevê obras de infraestrutura, subsídios à criação de novos postos de trabalho e apoio ao financiamento de empresas.
O anúncio representa uma ação do governo para estimular emprego e atividade econômica. A apuração, porém, não informa resultados já alcançados pelo programa; por isso, seus efeitos sobre o crescimento e o mercado de trabalho ainda não podem ser tratados como comprovados.
Projeção menor e pressão sobre o cobre
O Fundo Monetário Internacional reduziu de 1,8% para 0,6% sua previsão de crescimento do PIB chileno em 2026. A reportagem aponta que, nessa estimativa, o resultado seria o segundo pior da América do Sul, atrás da previsão de retração de 3% para a Bolívia.
Outro ponto de atenção é a produção de cobre, produto central para as exportações do país. Segundo os dados citados pela Agência Brasil, a produção chilena de janeiro a agosto de 2026 ficou 8% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. O cobre representa entre 40% e 50% das exportações do Chile, conforme a reportagem.
Especialistas ouvidos pela publicação avaliam que cortes de gastos públicos e reduções de impostos para empresas podem prejudicar a economia, inclusive em um setor relevante como o de cobre. A matéria também relata críticas e protestos relacionados a cortes em áreas sociais, como saúde, educação e trabalho.
Os dados apontam desafios para a estratégia econômica do governo, mas não permitem atribuir a retração do PIB ou a alta do desemprego a uma única medida. A avaliação dos resultados dependerá da evolução dos indicadores e da implementação das iniciativas anunciadas.
