O Porto de Suape, em Pernambuco, movimentou 11.268.644 toneladas de carga entre janeiro e maio de 2026 — crescimento de 26,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado consolida Suape como o 4º porto público mais movimentado do Brasil, com 693 navios atracados no período, alta de 14,7% no tráfego de embarcações.
O granel líquido segue como a principal carga do porto, respondendo por 66,2% do total movimentado: foram 7,45 milhões de toneladas de petróleo e derivados, alta de 41,9% na comparação anual. Esse salto está diretamente ligado à expansão da Refinaria Abreu e Lima, que elevou sua capacidade para 130 mil barris por dia.
Os contêineres somaram 275.714 TEUs (unidade padrão de contêiner de 20 pés), volume estável frente ao ano anterior, e representam 25,9% do total movimentado. Já o granel sólido — trigo, cimento, clínquer e coque — cresceu 43,6%, para 658.642 toneladas. Carga geral respondeu por 2,1% do total.
Investimento em capacidade
A administração do porto sinalizou planos de investimento nos berços de granel líquido, com objetivo de ampliar a capacidade e a eficiência operacional dessa que já é a principal frente de carga do complexo — embora o anúncio não traga, até o momento, valores ou prazos específicos.
O que isso significa para empresas da Paraíba e de Pernambuco
Suape funciona como porta de entrada e saída logística para boa parte da indústria e do comércio exterior de Pernambuco, e o crescimento na movimentação de granel sólido — trigo, cimento, clínquer — tem relação direta com setores que abastecem a construção civil e a indústria de alimentos da região, incluindo empresas paraibanas que dependem dessa cadeia logística para importar insumos ou exportar produção.
Para empresas exportadoras da Paraíba, o crescimento robusto do porto pernambucano — mesmo sem dados de importação/exportação discriminados nesta atualização — reforça Suape como alternativa logística relevante frente a portos mais distantes, especialmente para cargas que hoje seguem por rodovia até Recife.
Já o salto nos combustíveis e derivados de petróleo tende a ter efeito mais indireto: maior capacidade de refino na região pode, em tese, contribuir para uma oferta mais estável de combustíveis e derivados no mercado regional, embora esse efeito dependa de decisões de precificação e distribuição que fogem ao controle direto da operação portuária.
Fontes
Informativo dos Portos; Porto de Suape.

