O Nordeste foi a única região brasileira com crescimento do rebanho bovino em 2025, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, analisada pelo portal Movimento Econômico. O efetivo nordestino subiu 2,2% e chegou pela primeira vez a 37,3 milhões de cabeças, empatando com o Sudeste. Desde 2016, quando a região tinha 28,4 milhões de cabeças, o avanço é de 31,2%.
Pernambuco entre os maiores ganhos
Pernambuco teve alta de 4,6% no rebanho e fechou 2025 com 2,8 milhões de cabeças, com acréscimo de 124 mil animais — o quarto maior ganho absoluto entre os estados nordestinos, atrás de Sergipe (+130,5 mil), Bahia (+130,4 mil) e Ceará (+128,1 mil), e à frente do Rio Grande do Norte (+118,8 mil). A Paraíba aparece com 1,6 milhão de cabeças. A Bahia segue com o maior rebanho da região, com 13,8 milhões, seguida pelo Maranhão, com 10,3 milhões.
Leite também avança
Segundo a análise, o desempenho não se restringe ao gado de corte. A produção de leite do Nordeste somou 6,6 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7%, o que mantém a região na terceira posição nacional, com 18% do total do país. O avanço foi puxado por seis dos nove estados nordestinos, com destaque para Ceará e Pernambuco.
O que isso significa para o produtor e o comércio
Um rebanho maior aumenta a demanda por ração, sal mineral, vacinas, serviços veterinários, cercas e equipamentos de ordenha — um mercado para revendas agropecuárias do Agreste e do Sertão de Pernambuco e da Paraíba. Para frigoríficos, laticínios e queijarias regionais, a oferta crescente de animais e leite ajuda a garantir matéria-prima. Para o produtor, o momento pede atenção à genética, à reserva de forragem para o período seco e ao controle de custos, já que expansão de rebanho sem planejamento alimentar costuma pesar no caixa quando a estiagem aperta.
Fontes
Movimento Econômico (Da Redação), 30 de setembro de 2026 — Nordeste chega a 37,3 milhões de cabeças e iguala o Sudeste em rebanho bovino (dados da Pesquisa da Pecuária Municipal 2025, IBGE).

