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A AeC, maior empregadora do setor de atendimento ao cliente do Nordeste, abriu 1.530 vagas de emprego em setembro de 2026, das quais 734 estão na Paraíba, distribuídas entre Campina Grande, João Pessoa, Cajazeiras, Sousa e Patos. As oportunidades não exigem experiência prévia e chegam num momento em que o setor de serviços já criou mais de 571 mil vagas formais no primeiro semestre do ano, segundo o Novo Caged.

O grupo Marlog, com origem na Paraíba, assinou junto à Petrasalis um contrato de R$ 815 milhões com a Autoridade Portuária de Santos para implantar um dos terminais logísticos mais modernos do Brasil, com prazo de 20 anos. O empreendimento vai ocupar 16,1 hectares no Porto de Santos e reforça a projeção nacional de um grupo empresarial que nasceu na Paraíba.

A Paraíba registrou 32.859 novas empresas entre janeiro e maio de 2026, alta de 10,7% sobre o mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o tempo médio para abrir um negócio no estado caiu para perto de 12 horas — contra mais de 100 horas alguns anos atrás — colocando a Junta Comercial da Paraíba (JUCEP) entre as dez mais ágeis do ranking nacional da Receita Federal. Micro e pequenos negócios respondem por mais de 97% das aberturas.

As dez maiores redes supermercadistas de capital paraibano movimentaram R$ 3,3 bilhões em 2025, segundo o Ranking ABRAS 2026. BeMais (R$ 860 milhões), Farias (R$ 601 milhões) e Rede Paraíba (R$ 539 milhões) puxam a lista. Ao mesmo tempo, Carrefour, Grupo Mateus e Assaí — cada um com faturamento anual acima de R$ 20 bilhões — ampliam a presença no estado. Para não perder espaço, as redes locais apostam em logística própria, proximidade com o cliente e no perfil mais conservador do consumidor paraibano.

A Energisa Paraíba renovou por mais 30 anos a concessão de distribuição de energia no estado, em contrato assinado com o Ministério de Minas e Energia em 8 de maio de 2026, e anunciou um plano de R$ 2,8 bilhões em investimentos para o ciclo 2026–2030 — 41% acima da média anual do período anterior. Cerca de R$ 1,5 bilhão vai para a expansão da rede, o suficiente para 250 mil novas ligações, e mais de R$ 1,2 bilhão para modernização do sistema. A empresa afirma que o volume foi calibrado para acompanhar o crescimento da construção civil, do turismo, do comércio e dos serviços na Paraíba.

A montadora chinesa BYD confirmou que vai investir até R$ 500 milhões para ampliar a produção de baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) no Brasil — as usadas em ônibus elétricos e em sistemas de armazenamento de energia — e incluiu Paraíba e Pernambuco entre os oito estados avaliados para receber o projeto. A empresa estuda ampliar a unidade que já mantém em Manaus ou erguer uma fábrica nova, alternativa que geraria cerca de 400 empregos diretos. Pelo cronograma divulgado em junho, a definição do local seria tomada nos meses seguintes, e o porte final do aporte deve depender das regras do primeiro leilão nacional de armazenamento de energia, marcado para dezembro.

A mineradora americana Rivaz, com sede na Califórnia, instalou um laboratório em Picuí (PB) para mapear as reservas de lítio do Seridó paraibano. Em reunião com o governador Lucas Ribeiro no dia 17 de agosto, o CEO Michael Ji falou em “investimento considerável” e compromisso de longo prazo. O próximo passo é a assinatura de um protocolo de intenções. Nenhum valor foi divulgado.