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O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira (15 e 16 de setembro) e o mercado financeiro projeta um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14% para 13,75% ao ano. A expectativa de queda dos juros básicos contrasta, porém, com o encarecimento do crédito ao consumidor: pesquisa do Procon-SP mostra que a taxa média de juros do crédito pessoal subiu de 8,23% para 8,66% ao mês só em setembro.

O volume de serviços prestados no Brasil ficou estável em julho de 2026 na comparação com junho, abaixo da expectativa de mercado de alta de 0,2%, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. No acumulado de 12 meses, o setor ainda avança 2,4%, mas em ritmo mais lento que o observado até junho (2,6%). O destaque negativo ficou com os serviços de informação e comunicação, que recuaram 2,5% no mês.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (11/9/2026) que o IPCA de agosto recuou 0,32%, resultado melhor que o esperado pelo mercado (-0,29%) e o menor índice para um mês de agosto desde 2022. A queda foi puxada pela energia elétrica residencial, que caiu 7,63% com o Bônus de Itaipu, além de recuos em transportes e alimentos. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,22%, e economistas já apontam o dado como reforço para um corte de 0,25 ponto na Selic na reunião do Copom da próxima semana.

Diante do petróleo acima de US$ 100 o barril, o governo federal anunciou em 9 de setembro de 2026 um pacote para conter a alta dos combustíveis, com custo estimado de R$ 7 bilhões por mês e impacto acumulado de R$ 37,5 bilhões no ano. Um decreto reduz PIS/Cofins da gasolina em R$ 0,63 por litro e zera a contribuição sobre o etanol hidratado; uma MP autoriza subsídio de R$ 1,00 por litro no diesel. A conta deve ser paga com receitas extraordinárias do petróleo. Para o Nordeste, que já vinha acumulando reajustes de diesel acima da média nacional, a medida é decisiva para o custo do frete.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho ante junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE divulgada em 2 de setembro de 2026, encerrando dois meses seguidos de retração. Ainda assim, o setor recuou 0,5% na comparação com julho de 2025, e a média móvel trimestral segue negativa em 0,8%. No acumulado de 2026, a indústria tem alta de 1,1%, e em 12 meses, de 0,6%. O avanço do mês foi puxado por bens de consumo duráveis (+3,2%) e bens de capital (+2,4%), com destaque para equipamentos de informática e produtos eletrônicos (+12,2%).

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 31 de agosto mostra o mercado financeiro reduzindo a projeção de IPCA de 2026 de 5,02% para 5,01% e a de crescimento do PIB de 1,95% para 1,92%, enquanto mantém a expectativa de Selic estável em 13,75% ao ano e o câmbio em R$ 5,20. Os números reforçam o cenário de uma economia perdendo ritmo com inflação sob controle — o tipo de combinação que, historicamente, abre espaço para o início de um novo ciclo de corte de juros.

O relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (31), reduziu a projeção do mercado para o PIB brasileiro de 2026 de 1,95% para 1,92% e a da inflação de 5,02% para 5,01%. A taxa básica de juros segue estimada em 13,75% ao ano até o fim do ano — patamar que mantém o crédito caro para empresas e famílias da Paraíba e de Pernambuco.

O Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de agosto, apontou saldo de 58.568 vagas com carteira assinada em julho de 2026 — pouco mais da metade da mediana esperada pelo mercado (114 mil) e o menor número para qualquer mês do ano. Foi o pior julho desde 2019. O comércio fechou 8.114 postos no mês, único grande setor no negativo, e o acumulado de 2026 (972,2 mil vagas) está 20,9% abaixo do mesmo período de 2025. O resultado reforça o quadro de desaceleração da economia num ambiente de juro alto.

O Novo Caged de julho, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho, mostrou saldo de 58.568 vagas com carteira assinada — queda de 57,3% ante junho e de 56,3% na comparação com julho de 2025. O comércio foi o único grande setor no vermelho (-8.114 postos). O Nordeste ficou em segundo lugar entre as regiões, com 18.973 vagas líquidas.

O Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano em decisão unânime na reunião de 4 e 5 de agosto, o quarto corte consecutivo desde março. O IPCA em 12 meses está em 4,44%, ainda acima do centro da meta, e o mercado já projeta a Selic em 13,75% no fim do ano, segundo o Boletim Focus. A taxa segue em nível restritivo, no maior patamar em quase 20 anos até o início dos cortes.