A Prefeitura de João Pessoa ampliou seus investimentos em habitação e
projeta a entrega de 2.657 novas unidades habitacionais, distribuídas em 14
residenciais pela capital paraibana. O investimento total soma R$ 521 milhões, dos
quais R$ 55 milhões são de contrapartida direta do município, com o restante vindo
principalmente de recursos federais do programa Minha Casa, Minha Vida.
Do total de unidades, 1.437 apartamentos já estão em obras, distribuídos em nove
residenciais. Outras 596 unidades, em três residenciais, devem iniciar a construção ainda até
o fim de 2026, enquanto 624 unidades, em dois residenciais, já têm aprovação federal via
Minha Casa, Minha Vida e aguardam início das obras.
Projetos espalhados por diferentes regiões da capital
Entre os empreendimentos, o Residencial Rio Jaguaribe, no Jardim Veneza, prevê 240
unidades com investimento de R$ 41 milhões; o Residencial Dubai, em Gramame, é o maior do
pacote, com 416 unidades e R$ 52 milhões; o Residencial Rio Sanhauá, na região do
Varadouro/Centro, soma 108 unidades e R$ 28 milhões; e o Residencial Rio Paraíba, no Alto do
Mateus, terá 128 unidades com R$ 22 milhões em investimento. Complementam o pacote os residenciais S1 e S2,
no Roger, e os edifícios Nações Unidas e Ipase, no Ponto de Cem Réis, este último somando 89 unidades entre os
dois projetos.
Além das novas construções, o pacote habitacional inclui programas complementares como o
“Cuidar do Lar”, voltado à recuperação de imóveis já existentes, o “Compra
Assistida”, que subsidia a aquisição de imóveis de até R$ 115 mil, e iniciativas de regularização
fundiária. Segundo a secretária municipal Socorro Gadelha, as ações representam “não apenas ampliação
habitacional, mas impacto econômico e social” nas diferentes regiões da cidade — uma referência ao efeito
multiplicador que obras de grande porte costumam gerar sobre emprego e renda na construção civil local.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, o pacote habitacional de João Pessoa reforça a construção civil como um dos setores mais
aquecidos da economia estadual, complementando o crescimento já registrado por índices privados do mercado
imobiliário na capital, e ampliando especificamente a oferta de moradia popular em bairros historicamente mais
carentes de novos empreendimentos, como o Centro Histórico e o Alto do Mateus.
Para Pernambuco, cuja capital também concentra grande volume de investimentos em habitação popular via
Minha Casa, Minha Vida, o pacote de João Pessoa serve de parâmetro de comparação entre as políticas
habitacionais das duas maiores capitais do Nordeste, reforçando a importância da contrapartida municipal como
mecanismo para acelerar a entrega de moradias financiadas majoritariamente com recursos federais.

