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O volume de vendas do varejo brasileiro recuou 0,3% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, quarta queda mensal consecutiva, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE divulgada em setembro. Desde março, o setor acumula perda de cerca de 1,1%, pressionado por juros altos e crédito caro. Na contramão, Pernambuco lidera o crescimento do varejo no país em 2026 e a Paraíba aparece entre os estados de melhor desempenho recente — um alento para o comércio das duas regiões às vésperas do Dia do Cliente, em 15 de setembro.

Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE colocam Pernambuco na ponta do varejo brasileiro no acumulado de janeiro a junho de 2026, com expansão de 10,7% no varejo restrito e 9,6% no ampliado — bem acima da média nacional, de 1,7%. A Paraíba cresceu 2,6% no semestre e 3,1% em 12 meses. Supermercados, informática e papelaria puxaram o resultado pernambucano. O quadro do emprego no comércio, porém, ainda é irregular: a Paraíba fechou julho com saldo negativo de 132 vagas com carteira no setor.

A Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE mostra que os seis estados nordestinos avaliados cresceram acima da média nacional no acumulado de 2026. Pernambuco lidera, com alta de 10,7% no volume de vendas no primeiro semestre; a Paraíba avançou 2,6%. No curto prazo, porém, o sinal é de cautela: a Fecomércio-PE projeta queda real de 3,6% nas vendas do Dia dos Pais, pressionadas por crédito mais caro e inadimplência em alta.

Lojistas da Paraíba já iniciam o planejamento de estoques para a Black Friday de novembro, em setores como moda, eletrônicos, móveis, eletrodomésticos e cosméticos. O movimento acontece após o varejo paraibano crescer 1,5% em maio ante abril, mas especialistas alertam para o risco de excesso de estoque, citando a queda de mais de 20% no valor de estoques da Casas Bahia no 2º trimestre como exemplo de cautela necessária.

O Índice Antecedente de Vendas do IDV mostra o varejo brasileiro crescendo 2,2% em junho de 2026 ante o mesmo mês do ano passado, com projeção de 2,9% para julho. Móveis e eletrodomésticos (+10,4%) e produtos farmacêuticos e de cosméticos (+9,7%) lideram o crescimento, enquanto material de construção foi a única categoria em queda.