A construção civil criou 168.962 empregos formais no Brasil no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 5,73% no estoque de vagas do setor, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Só em junho, o setor abriu 14.136 postos de trabalho com carteira assinada.
Dentro do setor, dois segmentos concentraram a geração de empregos: obras de infraestrutura, com 64.793 vagas, e construção de edifícios, com 60.552 postos. Juntos, os dois segmentos respondem pela maior parte do resultado do semestre.
No comparativo entre todos os setores da economia brasileira, a construção civil ficou em segundo lugar em geração de empregos formais no semestre, atrás apenas do setor de serviços (571.926 vagas). O mercado formal brasileiro como um todo criou 921.645 empregos no período, elevação de 1,96% no estoque total de vínculos, que fechou junho em 48.032.308 postos de trabalho.
O que isso significa para a Paraíba e Pernambuco
O resultado nacional reforça um padrão que este Radar já vem acompanhando de perto na Paraíba: a construção civil aparece como um dos motores centrais do crescimento projetado de 4,4% do PIB paraibano para 2026 (ver matéria relacionada), puxado por obras como o Polo Turístico Cabo Branco, e o mercado imobiliário aquecido de João Pessoa, com valorização de até 15% ao ano na Zona Norte, também depende diretamente da capacidade do setor de gerar obra e emprego no ritmo atual.
Para empresas de material de construção, prestadores de serviço de engenharia e arquitetura, e mão de obra especializada da Paraíba e de Pernambuco, o dado nacional é um indicador indireto relevante: um setor que segue contratando em ritmo forte tende a manter aquecida toda a cadeia de fornecedores ao redor da obra — do aço e cimento à mão de obra terceirizada.
Vale o contraponto observado também nesta edição do Radar: o índice de vendas do varejo mostrou queda de 0,8% em material de construção em junho (ver matéria relacionada sobre o varejo), uma aparente contradição com o resultado forte de emprego do setor — mais um indício de que vale acompanhar nos próximos meses se essa retração no varejo de material de construção é pontual ou o início de um descompasso entre a geração de empregos na obra e o consumo de materiais em lojas físicas.
Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

