O Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) de Pernambuco aprovou 52 novos projetos que somam R$ 323 milhões em investimentos privados no estado, com previsão de gerar 612 empregos diretos. A aprovação passou pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), por meio dos programas Prodepe e Proind.
O dado mais relevante para quem acompanha o desenvolvimento regional é a distribuição geográfica: R$ 224,9 milhões do total a maior fatia vão para o interior do estado, gerando 456 dos 612 empregos previstos. A Região Metropolitana do Recife fica com R$ 98,1 milhões e 156 empregos.
Treze municípios do interior contemplados
Os projetos aprovados abrangem 13 municípios do interior pernambucano: Lajedo, Caruaru, Salgueiro, Belo Jardim, Petrolina, Aliança, Arcoverde, Goiana, Afogados da Ingazeira, Garanhuns, Gravatá, Vitória de Santo Antão e Serra Talhada uma distribuição que abrange praticamente todas as principais regiões do interior do estado, do Agreste ao Sertão, passando pela Zona da Mata.
Do total de 52 projetos, 27 são industriais (9 pelo Prodepe e 18 pelo Proind), 9 são projetos de importação, 10 envolvem centrais de distribuição, e 6 são pleitos de instalação ou ampliação de empreendimentos já existentes. Entre as empresas beneficiadas estão nomes como Suzano S.A., Owens-Illinois, Asa Indústria, Tron Controles Elétricos, Noha Shoes, Interlândia (Dragão), Casas Bandeirantes e Norcola uma combinação de grandes companhias nacionais e empresas de menor porte com operação regional.
O que isso significa para o interior de Pernambuco e para a Paraíba
Investimento industrial concentrado no interior tende a ter efeito mais direto sobre a economia local do que investimentos na Região Metropolitana, porque a base de emprego e fornecedores nessas cidades costuma ser proporcionalmente menor cada novo posto de trabalho e cada novo contrato de fornecimento local pesa mais no total da economia municipal.
Para empresas paraibanas, especialmente do Sertão e do Agreste da Paraíba, municípios como Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada funcionam como polos econômicos próximos, com potencial de gerar demanda por fornecedores, transporte e serviços especializados também do lado paraibano da fronteira na mesma lógica de transbordamento regional já observada no caso da fronteira agrícola do Araripe (ver matéria relacionada).
Fontes
Diário de Pernambuco; Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

