O Ministério dos Transportes divulgou o Plano Nacional de Logística
2050 (PNL 2050), que projeta um total de R$ 1,225 trilhão em investimentos públicos e
privados para infraestrutura de transporte no Nordeste até 2050 — sendo R$ 734,4 bilhões de
capital privado e R$ 490,5 bilhões de investimento público. O plano organiza os projetos em
31 eixos prioritários, divididos entre 12 rodoviários, 8 ferroviários, 4 hidroviários e 7 intermodais.
Para a Paraíba, o plano prevê intervenções nas rodovias federais BR-101,
BR-104 e BR-230, além da ampliação da capacidade e implantação de novas estruturas no
Complexo Portuário de Cabedelo — projeto que já vinha sendo acompanhado por este Radar em
reportagens anteriores sobre investimentos no porto paraibano.
Pernambuco recebe expansão ferroviária e ampliação de Suape
Já para Pernambuco, o plano contempla um pacote mais amplo de intervenções: a expansão da
Ferrovia Centro-Atlântica no trecho Salvador–Petrolina–Salgueiro, a continuidade da
Transnordestina entre Eliseu Martins e Pecém, upgrades nas rodovias federais
BR-101, BR-104, BR-116 e BR-304, além da ampliação do complexo portuário
Recife/Suape e obras no Arco Rodoviário Metropolitano.
Outros estados do Nordeste também aparecem no plano, como a Bahia — com a Ferrovia de Integração
Oeste-Leste (Fiol), o Porto de Ilhéus e a hidrovia do São Francisco —, o Ceará, o Piauí, o Maranhão, o Rio
Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, numa distribuição de investimentos que busca reduzir gargalos logísticos
históricos da região. Segundo o documento, o objetivo do plano é “reduzir as desigualdades socioeconômicas”
por meio da Política Nacional de Desenvolvimento Regional.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, a inclusão de intervenções nas três principais rodovias federais que cortam o estado e a
ampliação do Porto de Cabedelo reforçam a perspectiva de melhoria da infraestrutura logística estadual no
longo prazo, complementando investimentos já em curso e ampliando a capacidade de escoamento da produção
paraibana tanto para o mercado interno quanto para exportação.
Para Pernambuco, o volume mais amplo de projetos previstos — incluindo duas grandes ferrovias e a expansão
do complexo Recife/Suape — reforça o papel do estado como principal nó logístico do Nordeste, consolidando a
posição de Suape como porta de entrada e saída de cargas para toda a região, inclusive para produção
originada na Paraíba e em outros estados vizinhos.
Fontes
Movimento Econômico — Ferrovias e portos para uns, asfalto para outros: plano de R$ 1,3 tri divide o NE.

