A rede de atacarejo pernambucana Novo Atacarejo converteu 28 lojas que até então operavam
sob a bandeira Mix Mateus, do Grupo Mateus, passando a operar sob a marca Novo Atacarejo em três estados do
Nordeste. A conversão envolveu 14 unidades em Pernambuco, 9 na Paraíba e 5 em Alagoas — estas últimas
marcando a entrada oficial da rede no mercado alagoano.
Com a incorporação, a rede passa a somar 67 lojas distribuídas em 43
cidades, sendo 51 unidades em Pernambuco, 11 na Paraíba e 5 em Alagoas. A operação como um todo
gera mais de 15 mil empregos diretos, segundo a empresa. Jéssica Almeida, gerente de
marketing do Novo Atacarejo, afirmou que a transição não deve alterar a experiência do consumidor nas lojas
convertidas: “os nossos clientes continuarão com produtos variados, de qualidade e a preços baixos,
facilidade de pagamento, promoções”.
Um ritmo de expansão que se acelera
A movimentação também reflete uma reorganização mais ampla do Grupo Mateus no Nordeste, que fechou 28
lojas próprias em 2025 e vem trocando bandeiras em parte de sua operação regional. Para o Novo Atacarejo,
a conversão das unidades representa um salto de escala consideravelmente maior do que o ritmo histórico de
aberturas da rede, que somou 9 novas lojas em 2023, 7 em 2024 e apenas 3 em 2025 — mostrando que a
incorporação de unidades já operacionais se tornou uma via mais rápida de crescimento do que a construção de
lojas novas do zero.
O que isso significa para a Paraíba e Pernambuco
Para Pernambuco, onde a rede já concentra a maior parte de suas 67 lojas, a movimentação reforça a
posição do Novo Atacarejo como um dos principais players do varejo de atacarejo do estado, num segmento que
segue crescendo mesmo em cenário de custos pressionados — o formato de atacarejo, historicamente, ganha
força justamente em períodos em que o consumidor busca preços menores.
Para a Paraíba, a conversão de 9 lojas eleva a presença da rede no estado para 11 unidades — um salto
relevante em relação ao histórico recente de expansão orgânica, mais lenta, registrado anteriormente pela
companhia. Para o consumidor paraibano, a mudança de bandeira tende a ser primeiramente perceptível na
comunicação visual das lojas, com a integração de sortimento e política comercial acontecendo de forma
gradual, como costuma ocorrer nesse tipo de conversão de rede.
Fontes
Movimento Econômico.

