A 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo
Sebrae/PB em julho com 254 empreendedores paraibanos, mostra que 74,4% dos
pequenos negócios do estado já utilizam algum canal digital para vender seus produtos ou serviços. O
resultado reforça a força da digitalização entre micro e pequenos empreendedores, mesmo em um estado onde a
presença física de lojas e feiras ainda é central para boa parte do comércio.
Entre os canais mais usados está, disparado, o WhatsApp, citado por 62,2%
dos entrevistados, seguido do Instagram, com 50,4% de adesão. O Facebook
aparece bem atrás, com 12,2%, enquanto apenas 7,9% dos pequenos negócios paraibanos têm loja
virtual própria. Aplicativos de entrega ou serviços somam 4,7%, e marketplaces como OLX (3,5%), Mercado Livre
(2%), Amazon (1,2%) e Magazine Luiza (0,4%) ainda têm presença bem menor entre os pequenos empreendedores do
estado.
Custos em alta e falta de clientes são os principais desafios
O perfil dos negócios entrevistados mostra que 53,1% operam entre dois e dez anos, sinal
de maturidade relativa entre os respondentes, enquanto 4,7% têm menos de um ano de atividade. Os setores mais
representados são alimentação e moda (22%), comércio varejista em geral (10,6%), construção civil (7,1%) e
beleza (6,7%). Quando perguntados sobre os principais desafios enfrentados, 33,9% dos
empreendedores citaram o aumento de custos, enquanto 29,5% apontaram a falta de clientes
como maior obstáculo.
Segundo Ivani Costa, do Sebrae/PB, o desafio agora é fazer os pequenos negócios evoluírem
da simples presença digital para uma estratégia mais estruturada: “usar esses canais de forma planejada,
entendendo melhor o consumidor e acompanhando resultados”, afirmou, ao comentar os dados da pesquisa.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, o alto índice de adesão a canais digitais mostra que a digitalização já é realidade para a
maioria dos pequenos negócios do estado, mas a baixa presença de lojas virtuais próprias (7,9%) revela um
espaço relevante de crescimento para plataformas de e-commerce e para políticas públicas de capacitação
digital voltadas a pequenos empreendedores.
Para Pernambuco, que também tem um ecossistema robusto de pequenos negócios dependentes de canais como
WhatsApp e Instagram para vender, os números paraibanos servem de parâmetro regional e reforçam a tendência
já registrada em pesquisas semelhantes no estado vizinho, com espaço para iniciativas conjuntas de
qualificação em vendas digitais no Nordeste.

