Um estudo da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce projeta que o setor deve movimentar R$ 258,4 bilhões em 2026 — um crescimento de aproximadamente 10% frente a 2025.
O número de compradores online também deve crescer, ainda que num ritmo mais discreto: alta de 2,5%, alcançando 96,87 milhões de pessoas. O volume de pedidos deve subir 5%, para 457,38 milhões de compras, enquanto o ticket médio avança 4,7%, para R$ 564,96 — um sinal de que o brasileiro está gastando mais por compra, não necessariamente comprando com mais frequência.
Os marketplaces seguem como o canal preferido, escolhidos por 70% dos consumidores. Preço competitivo (57%) e frete grátis (67,4%) aparecem como os fatores mais decisivos na hora da compra — o que reforça como a competição no setor gira em torno de custo logístico, não só de preço do produto.
Para o varejo físico da Paraíba e de Pernambuco, esse crescimento contínuo do e-commerce é ao mesmo tempo ameaça e oportunidade. Lojistas regionais que não têm presença digital seguem perdendo espaço para marketplaces nacionais; por outro lado, o mesmo estudo reforça a importância do frete grátis e do preço — dois pontos em que o comércio local, com entrega mais rápida dentro da própria cidade, pode competir de forma diferente com grandes plataformas.
Isso é especialmente relevante para setores como moda e utilidades domésticas nos polos comerciais de João Pessoa, Recife, Campina Grande e Caruaru, que já enfrentam concorrência crescente de plataformas como a Shein (que registrou prejuízo recente após mudanças tributárias nos EUA, mas segue como referência de concorrência para o varejo de moda regional).

