O Indicador de Inadimplência das Empresas, da Serasa Experian,
divulgado em 17 de agosto de 2026 com dados de junho, mostra que a Paraíba é o
5º estado do Nordeste com mais empresas inadimplentes: 92.381 CNPJs
paraibanos estão com contas em atraso, com uma dívida média de R$ 18.720,81 por empresa — a
segunda maior média da região, atrás apenas do próprio ranking regional de valores.
Pernambuco aparece em posição pior no ranking absoluto de empresas negativadas entre os vizinhos
nordestinos, com 216.291 CNPJs inadimplentes — atrás apenas da Bahia, que lidera a região com
332.416 empresas negativadas, e à frente do Ceará, com 193.396. No total, o Nordeste soma
1.205.713 empresas inadimplentes, com 6.460.335 contas negativas em aberto e uma dívida total
que chega a aproximadamente R$ 19,7 bilhões.
Brasil ultrapassa 9,1 milhões de empresas inadimplentes, recorde histórico
No cenário nacional, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 9,1 milhões de
empresas inadimplentes — um recorde histórico —, somando R$ 232,9 bilhões em dívidas em
atraso e uma média de 7,3 contas vencidas por CNPJ. Por setor, o quadro nacional mostra
serviços respondendo por 55,7% das empresas inadimplentes, seguido pelo
comércio, com 32,2%, a indústria, com 8%, e
o setor primário, com 0,9% — uma distribuição que reflete o peso do setor de
serviços na economia brasileira, mas também sua maior sensibilidade a oscilações de caixa e crédito.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, o resultado acende um alerta sobre a saúde financeira das empresas locais, mesmo em um
momento de crescimento econômico estadual acima da média nacional já registrado por este Radar em reportagens
recentes — um lembrete de que expansão do PIB e inadimplência empresarial podem conviver, sobretudo entre
pequenos negócios mais expostos a variações de custo e de crédito.
Para Pernambuco, o volume elevado de empresas negativadas — o segundo maior entre os estados nordestinos —
reforça a importância de políticas de acesso a crédito facilitado e renegociação de dívidas para empresas
locais, especialmente pequenos negócios dos setores de serviços e comércio, que concentram a maior parte da
inadimplência empresarial tanto no estado quanto no país como um todo.

