A capital paraibana concentrou 86% de todo o saldo de empregos formais
gerados na Paraíba no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) divulgados em 30 de julho. Do total de 6.603 vagas líquidas com carteira assinada
abertas no estado entre janeiro e junho, 5.692 foram geradas apenas em João Pessoa — e, só em
junho, a capital respondeu por 803 das novas posições, equivalente a 33,9% do saldo estadual do mês.
O crescimento do emprego formal em João Pessoa no primeiro semestre foi de 2,43%, acima
da média nacional, de 1,96%, e da média da região Nordeste, de 1,68%. Na comparação entre as capitais
nordestinas, João Pessoa ficou em terceiro lugar no ranking do semestre, atrás de Salvador (2,79%) e São Luís
(2,74%), e à frente de Recife, na quarta posição, com alta de 2,25%, e de Fortaleza, na
quinta colocação, com 2,07%.
João Pessoa é a 3ª capital que mais cresce em empregos no Brasil em 12 meses
Na janela de doze meses encerrada em junho de 2026, João Pessoa gerou 12.273 empregos formais
líquidos, uma expansão de 5,38% — o terceiro melhor resultado entre todas as capitais brasileiras,
atrás apenas de Macapá (7,62%) e São Luís (5,91%). Em uma janela mais longa, de cinco anos (janeiro de 2021 a
junho de 2026), a capital paraibana acumulou 68.551 novos postos de trabalho formais, alta de
39,89% — também a terceira maior expansão entre as capitais do país, e a maior do Nordeste no período.
João Bosco, secretário responsável por comentar os dados, classificou o desempenho como parte de “um ciclo
de expansão do emprego que é, sem exagero, um dos mais consistentes do Brasil”. Ele também chamou atenção
para o outro lado do dado: a alta concentração da geração de empregos na capital, que responde por 86% do
saldo estadual gerando apenas cerca de 30% do PIB da Paraíba — uma disparidade que evidencia o desafio de
espalhar esse dinamismo para o interior do estado.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, o dado reforça João Pessoa como o motor quase isolado da geração de emprego formal do
estado, o que — apesar do resultado positivo geral — expõe uma dependência excessiva da capital em relação ao
interior, tema que já apareceu em outras análises deste Radar sobre concentração de empregos no estado. Para
autoridades estaduais, o desafio passa a ser replicar esse dinamismo em polos regionais fora da Grande João
Pessoa.
Para Pernambuco, a comparação direta entre capitais nordestinas mostra Recife com desempenho positivo, mas
atrás tanto de João Pessoa quanto de Salvador e São Luís no ranking semestral — um parâmetro relevante para
avaliar o ritmo de geração de emprego formal na capital pernambucana frente às demais capitais da região em
um momento de expansão econômica generalizada no Nordeste.

