O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que
somam mais de R$ 690,7 milhões para projetos de infraestrutura e ciência na Paraíba, além
de mais R$ 150 milhões destinados ao programa Sertão Vivo. O anúncio foi feito em João
Pessoa no início de junho de 2026.
O maior projeto contemplado é o Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, que recebe R$ 450
milhões em financiamento para a construção de uma rede de cerca de 30 quilômetros de vias conectando as
rodovias federais BR-101 e BR-230 às estaduais PB-011, PB-019 e PB-025. O projeto deve beneficiar
diretamente os municípios de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Lucena, região que concentra parte
significativa da atividade portuária e industrial da Grande João Pessoa.
Arco Metropolitano e Cidade da Astronomia
O segundo maior aporte, de R$ 185 milhões, vai para o Arco Metropolitano de João Pessoa,
via que também conecta as rodovias BR-101 e BR-230 com o objetivo de desviar o tráfego pesado de áreas
urbanas mais densas da capital — um projeto de lógica semelhante ao Arco Metropolitano que Pernambuco
também vem construindo na Região Metropolitana do Recife (como já mostrou cobertura anterior deste Radar).
Já a Cidade da Astronomia, prevista para o distrito de Carrapateiras, recebe R$ 55,7
milhões para a construção de um equipamento científico-cultural com planetário, auditório e espaços
expositivos — um investimento que foge do padrão puramente rodoviário do pacote e aposta em turismo
científico e educacional como vetor adicional de desenvolvimento regional.
O que isso significa para a Paraíba e Pernambuco
Para a Paraíba, o pacote de financiamento do BNDES reforça um movimento de investimento em infraestrutura
viária na Grande João Pessoa que se soma a outros aportes recentes destinados à modernização da rede elétrica
e à expansão de obras públicas no estado — sinalizando um ciclo de investimento robusto na capital e
região metropolitana paraibana, historicamente menos beneficiada por grandes obras rodoviárias do que a
Região Metropolitana do Recife.
Para Pernambuco, o paralelo com o próprio Arco Metropolitano do Recife — construído sob lógica semelhante
de desviar tráfego pesado das áreas urbanas — reforça que a solução de arcos rodoviários metropolitanos vem
se consolidando como estratégia comum entre os dois estados para lidar com o crescimento do tráfego de
cargas e de veículos nas respectivas capitais, num momento em que ambos os estados registram avanço da
atividade industrial e portuária.
Fontes
Canal Rural.

