O consumo nos lares brasileiros acumulou alta de 2,70% entre janeiro e setembro de 2026, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) em 30 de outubro. O indicador ficou praticamente estável em relação ao acumulado até agosto, quando havia registrado avanço de 2,71%.
Na comparação entre setembro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o consumo aumentou 0,59%. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e abrangem todos os formatos de supermercados, de acordo com a entidade.
Consumo e orçamento das famílias
Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, afirmou que as famílias precisam equilibrar as compras para abastecer a casa com outros compromissos do orçamento. Ainda assim, avaliou que o consumo mantém trajetória positiva ao longo do ano e que o resultado acumulado até setembro confirma a continuidade desse movimento.
A entidade também destacou indicadores do mercado de trabalho referentes ao trimestre encerrado em agosto. Conforme os dados da PNAD Contínua do IBGE citados pela ABRAS, a taxa de desocupação foi de 5,3%, enquanto a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica.
O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.777, alta de 3,7% ante o mesmo período de 2025. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 385,6 bilhões, com avanço anual de 4,8%, equivalente a R$ 17,5 bilhões a mais, segundo os números reproduzidos pela associação.
Os indicadores mostram crescimento do consumo acumulado e variação positiva em setembro, ao mesmo tempo que o resultado de janeiro a setembro permaneceu próximo ao registrado até agosto. A ABRAS relaciona o cenário à evolução do mercado de trabalho e da renda, sem que os dados apresentados, por si só, detalhem como esse movimento se distribui entre regiões ou formatos de loja.
