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O fechamento do Estreito de Ormuz pela guerra entre EUA e Irã cortou 30% das exportações globais de fertilizantes nitrogenados desde março, encarecendo insumos em 22% em 2026. Somado a um Super El Niño com 70% de chance de ser o mais forte já registrado, o cenário levou a Oxford Economics a projetar alta de 12% nos preços globais de alimentos em 2026 e 5% em 2027. Como o Brasil importa 85% dos fertilizantes que usa, produtores do país enfrentam o que analistas chamam de “efeito tesoura”: vendem mais caro, mas pagam muito mais caro pelos insumos.

O grupo japonês SoftBank lançou nesta segunda-feira (21) uma emissão de mais de US$ 11 bilhões em títulos de dívida de alto rendimento (“junk bonds”) para financiar sua contribuição de US$ 10 bilhões à terceira parcela do aporte na OpenAI, negócio previsto para fechar em 1º de outubro. Se concluída no valor pretendido, a operação deve se tornar a maior emissão de dívida corporativa não financeira já feita na região Ásia-Pacífico e Japão, superando o recorde de 2021 da rede 7-Eleven.

Entre 3 e 18 de setembro, os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, capturaram o porto de Moca, a ilha de Perim e boa parte da costa oeste do país, cercando o estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa cerca de 12% do comércio mundial. A ofensiva, que já deixou mais de 500 mortos e dezenas de milhares de deslocados, é considerada o fim da trégua de 2022 e levou o petróleo Brent a ultrapassar US$ 100 o barril nesta semana.

A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a uma ampla lista de produtos brasileiros está em vigor desde 22 de julho de 2026 e já soma quase dois meses sem sinal de acordo bilateral. O governo brasileiro estuda usar a Lei da Reciprocidade Econômica, sob coordenação do CINCEC, para aplicar contramedidas proporcionais. Café, carne bovina, suco de laranja, minério de ferro e farmacêuticos ficaram fora da lista de produtos taxados, mas aço, alumínio, cobre e celulose solúvel de alta pureza seguem sob pressão.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng iniciaram neste domingo (20), em Nova York, uma nova rodada de negociações econômicas entre as duas maiores economias do mundo. Os temas incluem a trégua tarifária que expira em novembro, fluxo de terras raras, inteligência artificial e um pacote estimado em US$ 30 bilhões para reduzir barreiras sobre produtos agrícolas e energéticos — véspera do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira (24) em Washington.

Sétimo mês de confronto entre Estados Unidos e Irã leva Teerã a interromper efetivamente o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo e do GNL consumidos globalmente antes da guerra. Analistas do mercado de energia apontam a retomada dos combates como o principal fator de instabilidade nos preços do petróleo, enquanto o Brasil, autossuficiente na produção do insumo, se posiciona como fornecedor alternativo em um cenário de oferta mais restrita.

Um edifício residencial de seis andares, o prédio al-Saada, desabou na madrugada de quarta-feira (16) na Cidade de Gaza, matando ao menos 21 pessoas, entre elas crianças e mulheres, e deixando dezenas de desaparecidos sob os escombros. O colapso expõe a fragilidade estrutural de milhares de construções danificadas pela guerra e a lentidão da reconstrução quase um ano após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, firmado em outubro de 2025.

A chinesa Huawei apresentou nesta quinta-feira (17), em Xangai, o Ascend 960 SuperPoD, um novo cluster de computação capaz de conectar até 4 mil processadores para treinar modelos de inteligência artificial. O lançamento é a aposta mais recente da empresa para reduzir a distância tecnológica em relação à americana Nvidia, em meio às restrições dos Estados Unidos à venda de chips avançados de IA para empresas chinesas.

O ferry indonésio Virgo Transport 8 virou durante mau tempo na madrugada de domingo (13) no trajeto entre as ilhas de Java e Bornéu, deixando ao menos seis mortos e 129 desaparecidos até esta terça-feira (15). A tragédia reacende o debate sobre a segurança do transporte marítimo de passageiros no maior arquipélago do mundo, onde acidentes com embarcações lotadas se repetem ano após ano.

Um drone russo atingiu neste domingo (13) um trem de passageiros com 206 pessoas a bordo na rota Kiev-Varsóvia, a apenas 800 metros da fronteira polonesa, enquanto outro ataque mirou as proximidades da passagem fronteiriça de Dorohusk-Yahodyn. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, classificou o episódio como uma escalada deliberada da Rússia e prometeu reforçar a segurança na fronteira, com a OTAN sinalizando apoio adicional ao flanco oriental europeu.