No poder desde 2007, Ortega governa ao lado da esposa, Rosario Murillo, atual copresidente do país.
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará novas eleições para permitir o retorno da oposição ao poder. A declaração foi feita durante as comemorações dos 47 anos da Revolução Sandinista, realizadas no domingo (20), na capital Manágua.
Em discurso, Ortega declarou que os grupos de oposição, hoje em grande parte no exílio, não voltarão a governar o país e anunciou que pretende propor novas leis para impedir qualquer tentativa de retomada do poder.
As declarações provocaram reação da Organização dos Estados Americanos (OEA). O secretário-geral da entidade, Albert Ramdin, afirmou que o governo nicaraguense tornou explícito o abandono dos princípios democráticos ao afastar a possibilidade de eleições livres.
No poder desde 2007, Ortega governa ao lado da esposa, Rosario Murillo, atual copresidente do país. Nos últimos anos, reformas constitucionais ampliaram o mandato presidencial e fortaleceram os poderes do Executivo, enquanto opositores denunciam perseguições políticas, prisões e restrições às liberdades civis.
O governo da Costa Rica também criticou as declarações de Ortega, apontando um cenário de redução dos espaços democráticos na Nicarágua. Em resposta, o governo nicaraguense rejeitou as críticas e afirmou que não aceitará interferências externas.
Foto de capa: Cesar Perez/El 19 Digital/AFP

