Onde você estará daqui a 4 anos? Independente de quem esteja nos cargos que governam as máquinas públicas, como será a sua ação, reação ou a falta de ambas diante das realidades?
Ciclos se rompem muito rapidamente.
Lembro que em 2022 um aluno meu ficou apavorado com a derrota do candidato que ele tinha apoiado, torcido e militado. Segundo ele, o mundo iria acabar e nada poderia ser feito.
Disse calmamente e com certeza absoluta que nada do que ele pensava, ou ao menos boa parte daquilo, não iria acontecer. Que a vida seguiria apesar de qualquer coisa.
Indiquei que ele focasse nos sonhos, estudos e na vida particular dele, da sua família. Rapaz jovem, estudioso, determinado. Não sei se me escutou, mas ele continuou estudando fortemente.
Passou no concurso que almejava e bateu na trave no seu grande sonho. Ele irá realizar. Quatro anos depois, está ele empossado no cargo que não permitirá ele passar perrengue financeiro na vida.
Sua vida segue bem, com relacionamento sadio com pessoa que o ama e luta igual a ele para vencer na vida profissional e da fé.
Independente do que aconteça, algumas coisas estão ao nosso alcance e nem a mais profunda exceção política nos pode roubar:
1 ter uma vida de oração e proximidade com Deus e o transcendente
2 estudar aquilo que nos dispomos a aprender, fortalecer o intelecto
3 cuidar do corpo e da mente
4 trabalhar e buscar saídas econômicas para problemas financeiros com ou sem a ajuda do Estado
A vida política é necessária e Aristoteles já nos disse que o “homem é um animal político”. Eh importante que acreditemos naquilo que temos enquanto ideal sociológico. Faz parte e eh bom.
O que não é salutar é ser escravo da ideologia, ter as figuras que englobam o debate público da política como heróis, salvadores ou mitos. Ter cada um deles, como diria Nietzsche, além do bem e do mal.
Por @jairoalves.87
Jairo Alves
É Editor do Seliga Litoral, formado em Jornalismo pela UFPB e mestrando em Jornalismo pelo PPJ da mesma Universidade.
