José da Penha Marinho Guedes atendia por dois nomes: Da Penha. O pronome de tratamento antecipava o Da. Porque Da Penha era um verdadeiro Senhor.
Senhor do bem, de si, do próximo.
Eu conheci este homem bom, gentil e amável em 2017. Chegava eu para dirigir a Escola Edgar Guedes da Silva, instituição que leva o mesmo honrado Guedes que permeia o de Seu Da Penha.
Pois bem… chegava na Una de São José para administrar uma instituição de ensino, sem experiência anterior e com um mundo chamado PDDE, conselhos, mil e uma burocracias do MEC.
E foi da cabeça e do coração deste homem que vieram os conselhos, as orientações e as saídas para os problemas do mundo burocrático da escola.
Falava sempre manso, calmo, educadamente. Do seu rosto, quase angelical, brotavam sorrisos pacatos. Da sua mente saiam saídas intelectuais e inteligentes; sempre paciente, como um sábio a ensinar com parcimônia.
De lá pra cá, onde nos víamos os cumprimentos eram garantidos e efusivos. As conversas boas e a amizade sempre verdadeira, sem que nada a abalasse.
Recebo com tristeza a notícia da partida deste bom homem. Louvo a Deus por tê-lo conhecido e bebido da sua generosidade humana, que de tão elevada parecia angelical.
Vá em paz, meu caro. Todos nós o reverenciamos. Obrigado por tudo, Seu Da Penha.
R.I.P.
Por @jairoalves.87
Jairo Alves
É Editor do Seliga Litoral, formado em Jornalismo pela UFPB e mestrando em Jornalismo pelo PPJ da mesma Universidade.

