A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24) sem acordo entre os trabalhadores e a direção do banco. Iniciada em 10 de setembro, a paralisação agora será decidida no Tribunal Superior do Trabalho (TST): após uma audiência de mediação sem avanço na quarta-feira (23), pedida pelo Ministério Público do Trabalho, a Caixa informou que levará o caso à Justiça por meio de dissídio coletivo.
Saúde Caixa no centro da disputa
Duas propostas apresentadas pela Caixa desde o início da greve foram rejeitadas em assembleias — a mais recente, analisada em 21 de setembro. O principal ponto de discórdia é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, que apresenta déficit.
Segundo o SBT News, a última proposta do banco eliminava a cobrança por faixa etária e absorvia o déficit do plano até 2026; a partir de 2027, previa contribuição de 3,7% do empregado, mais a taxa por dependente, com teto de 9% por família. Os trabalhadores reivindicam a retirada do teto de custeio de 6,5% da folha previsto no estatuto da Caixa, a volta da divisão de custos de 70% para a empresa e 30% para os empregados, e a garantia de que os contratados após 2018 mantenham o plano na aposentadoria, de acordo com o Paraíba Online. Teletrabalho, promoção por mérito na carreira e modelos de atendimento também seguem pendentes.
O que dizem as partes
“Não queríamos esse caminho. Alertamos sobre esse risco”, disse Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, ao SBT News. A Caixa afirmou que respeita as entidades sindicais e cumprirá as determinações da Justiça. As negociações envolvem a Contraf-CUT e a Contec, confederações nacionais dos trabalhadores do setor.
O que funciona para o cliente
O atendimento presencial nas agências é o mais afetado. Seguem funcionando o aplicativo e o internet banking da Caixa, os caixas eletrônicos — abastecidos regularmente — e as casas lotéricas. O pagamento do Bolsa Família e de outros benefícios sociais, que chegam a cerca de 35 milhões de pessoas por mês, continua normalmente pelos canais digitais e pontos de saque.
Impacto na Paraíba
Na Paraíba, a paralisação também atinge agências de Campina Grande e região. Em entrevista à Rádio Caturité FM, citada pelo Paraíba Online, Esdras Luciano, do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, detalhou as reivindicações sobre o Saúde Caixa. Para quem depende de atendimento presencial — como renegociação de dívidas, habitação e FGTS com necessidade de documentação —, a orientação é priorizar os canais digitais enquanto o impasse não for resolvido no TST.
Fontes
SBT News, 24 de setembro de 2026 — Greve da Caixa vai parar no Tribunal Superior após 15 dias.
Paraíba Online, 24 de setembro de 2026 — Greve da Caixa chega ao 15º dia sem acordo; trabalhadores cobram mudanças.

