Os 15 países que integram o grupo Escudo das Américas, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciaram na terça-feira (22/09) um acordo para impor sanções conjuntas a 24 organizações classificadas como “narcoterroristas”. Duas delas são brasileiras: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O anúncio foi feito durante reunião do grupo às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e o documento foi divulgado pelo Departamento de Estado americano.
Quem assinou
Assinaram o acordo Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O Brasil não faz parte da aliança.
As medidas
Entre as medidas previstas estão o congelamento imediato de ativos e bens, restrições de imigração com cancelamento de vistos de membros e colaboradores, e a responsabilização criminal de qualquer pessoa ou empresa que preste apoio logístico aos grupos listados. As sanções devem ser coordenadas por meio de um mecanismo da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Além de PCC e CV, a lista inclui organizações como o Tren de Aragua, a Mara Salvatrucha (MS-13), o Cartel de Sinaloa, o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), o Clã do Golfo, o ELN, dissidências das Farc e o Sendero Luminoso.
No discurso na Assembleia Geral, Trump afirmou que “os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental”. Segundo o Poder360, o presidente americano já havia criticado o Brasil em 16 de setembro, dizendo que o país “falhou em enfrentar” as duas facções.
Por que isso importa para o Brasil
Mesmo fora da aliança, o Brasil é diretamente afetado: as sanções atingem as duas maiores facções do país e podem alcançar pessoas e empresas, inclusive brasileiras, que mantenham negócios ou bens nos países signatários e sejam apontadas como apoiadoras dos grupos. O tema chega ao debate público a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições e em meio à relação tensa entre Brasília e Washington.
Fontes
Poder360, Exame e O Tempo (23/09/2026), com base em documento do Departamento de Estado dos EUA.
