A Paraíba ficou no topo do ranking nacional de crescimento do faturamento de bares e restaurantes em agosto de 2026. Segundo o Índice Abrasel-Stone, desenvolvido em parceria entre a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Stone, as vendas do setor no estado subiram 18,8% em relação a agosto de 2025, o maior avanço entre os estados avaliados.
O desempenho paraibano é mais que o dobro da média nacional do setor, que cresceu 7,4% na comparação anual e completou o 11º mês consecutivo de alta. Na comparação com julho, porém, o índice nacional recuou 0,2%, sinal de que o ritmo perdeu um pouco de força no mês.
O ranking de agosto
Depois da Paraíba, aparecem no ranking Sergipe (16,6%), Alagoas (12,9%), Rondônia (12,8%) e Mato Grosso (12,5%) — três dos cinco primeiros colocados são do Nordeste. Na outra ponta, os menores avanços foram registrados no Ceará (1,4%), em Mato Grosso do Sul (3%) e no Rio Grande do Norte (3,4%), segundo dados divulgados pela CNN Brasil.
Faturamento maior, margem mais apertada
O crescimento das vendas não significa, necessariamente, mais lucro. O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, chamou atenção para a pressão sobre os custos, com alimentos mais caros e juros elevados. “Muitas vezes, a saída tem sido absorver parte da pressão na margem para manter o negócio competitivo. Precisamos olhar para além do faturamento para entender a saúde do setor”, afirmou.
O cenário mais amplo do varejo ajuda a explicar o momento. Segundo o Índice do Varejo Stone, o comércio brasileiro cresceu 7% em agosto na comparação anual (índice ampliado), completando três meses seguidos de alta. Para o economista e pesquisador da Stone Guilherme Freitas, o resultado é “sustentado por um mercado de trabalho que ainda ajuda a preservar renda e consumo”, mas “juros elevados, crédito caro e endividamento das famílias continuam limitando a capacidade de expansão das vendas”.
O que isso significa para quem empreende na Paraíba
Para donos de bares, restaurantes e lanchonetes paraibanos, o dado confirma uma demanda aquecida — reflexo de um estado que tem atraído mais visitantes e que deve registrar um dos maiores crescimentos do PIB do país em 2026, segundo projeções do Banco do Brasil. O alerta da Abrasel, no entanto, vale para todos: faturar mais com custos de insumos em alta não garante resultado melhor no fim do mês. Revisar cardápio e precificação, negociar com fornecedores e acompanhar de perto o custo de cada prato são medidas que ganham peso num momento em que o movimento está bom, mas a margem está sob pressão.
Fornecedores do setor — de distribuidores de bebidas e alimentos a produtores locais, prestadores de serviço e empresas de delivery — também tendem a sentir o efeito positivo do movimento maior nas mesas paraibanas.
Fontes
Índice Abrasel-Stone de agosto de 2026, conforme divulgado por WSCOM (15/09/2026), CNN Brasil e Paraíba Business (22/09/2026); Índice do Varejo Stone (agosto de 2026), via Paraíba Business.

