Quem for curtir o feriadão de 7 de Setembro nas praias da Paraíba deve ficar atento ao boletim de balneabilidade da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). No relatório mais recente, válido para o feriado da Independência, cinco trechos do litoral paraibano aparecem como impróprios para banho. O documento é baseado em amostras de água coletadas entre 31 de agosto e 3 de setembro e permanece válido até 11 de setembro, quando a Sudema divulga a atualização seguinte.
Onde não entrar na água
Os cinco pontos impróprios são:
- João Pessoa — Praia de Manaíra, na altura da Rua Geraldo Costa;
- João Pessoa — Praia da Penha, na altura da Rua Vereador Mário Torres de Andrade;
- João Pessoa — Praia da Penha, na altura da Avenida Praia dos Pescadores;
- Pitimbu — Praia de Maceió, na altura da Avenida Beira-Mar;
- Pitimbu — Praia da Guarita, na altura da Avenida Beira-Mar.
Pitimbu fica no Litoral Sul da Paraíba, uma das áreas mais procuradas por turistas de João Pessoa, do Recife e do interior nos fins de semana prolongados.
Como ler o boletim
A Sudema monitora 62 pontos distribuídos por oito municípios do litoral paraibano. A classificação leva em conta a presença de bactérias do grupo coliformes, indicadoras de contaminação por esgoto. Um trecho é considerado impróprio quando as análises apontam índices acima do que as normas sanitárias permitem, em geral por causa de despejo de esgoto sem tratamento, muitas vezes agravado por chuvas que empurram a sujeira das galerias de drenagem para o mar.
Um ponto importante: a Sudema reforça que a classificação de impróprio não vale para toda a extensão da praia. A restrição se aplica apenas a uma faixa de 100 metros para a direita e para a esquerda do local exato onde a amostra foi coletada — normalmente perto da desembocadura de um canal ou galeria. Fora desse perímetro, e nos demais pontos analisados, as praias seguem liberadas para banho.
Por que isso se repete
A presença recorrente de trechos impróprios nas mesmas regiões — canais de Manaíra, Bessa, Cabo Branco e áreas do Litoral Sul — está ligada ao déficit histórico de saneamento na Região Metropolitana de João Pessoa e nas cidades litorâneas menores. Quando chove, o volume de água que corre pelas galerias aumenta e carrega para a faixa de areia tudo o que foi lançado na rede, inclusive ligações clandestinas de esgoto. Por isso, a orientação clássica é evitar o banho de mar nas 24 a 48 horas seguintes a uma chuva forte, sobretudo perto da saída de canais e riachos.
Impacto para o turismo e o comércio
O boletim sai numa semana em que João Pessoa desponta como um dos destinos mais procurados do país para o feriado (ver a reportagem sobre o levantamento da Booking.com nesta mesma edição do Radar). Com hotéis da orla lotados, a informação sobre onde a água está própria vira serviço essencial para o visitante — e para bares, quiosques e ambulantes que dependem do movimento na faixa de areia. A recomendação para o turista é simples: consultar o boletim atualizado da Sudema, disponível no site do órgão, e, na dúvida, escolher um trecho classificado como próprio, longe da boca dos canais.
Perspectivas
A tendência é de melhora gradual à medida que avançam as obras de esgotamento sanitário na orla de João Pessoa e nos municípios vizinhos, mas o problema não se resolve em uma temporada. Enquanto isso, o boletim semanal segue sendo a principal ferramenta de decisão para o banhista — e a próxima atualização está prevista para 11 de setembro.
Fontes: Sudema — boletim de balneabilidade do litoral da Paraíba, coleta de 31/08 a 03/09/2026, válido até 11/09/2026.

