Márcia Luciana da Rocha, de 61 anos, foi atingida no rosto e precisou levar pontos após negar saída de aluno ao banheiro; caso ocorreu na última segunda-feira (24)
Uma professora foi agredida fisicamente por um aluno dentro de sala de aula em um colégio estadual cívico-militar de Londrina, no Paraná, após negar a ele a saída para o banheiro faltando cerca de 10 minutos para o término da aula. O caso, ocorrido na última segunda-feira (24), foi relatado pela própria docente, Márcia Luciana da Rocha, de 61 anos, em publicação no Instagram.
Segundo o relato, a agressão começou quando a professora pediu que o estudante mostrasse o caderno com as atividades da aula. O aluno teria se irritado, insultado a docente e desferido diversos socos em seu rosto, na frente dos demais colegas. Outros alunos tentaram intervir, mas não conseguiram impedir um último golpe, que atingiu o supercílio da professora, quebrou seus óculos e causou sangramento. Márcia afirma que não revidou em nenhum momento.
À Folha de Londrina, a professora acrescentou detalhes sobre a sequência do episódio: o aluno teria percebido sua intenção de buscar ajuda de um tenente e corrido para trancar a porta da sala, arrebentando a fechadura no processo. Ela relatou ainda ter visto o estudante empurrando e agredindo outros colegas que tentavam contê-lo, colocando-os em risco.
Encaminhamentos e repercussão
Após a agressão, professora, aluno e o pai do estudante foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Márcia passou por exame de lesão corporal no Instituto Médico Legal (IML) e precisou levar pontos na região do ferimento.
Em nota, o Núcleo Regional de Educação informou que acompanha o caso, presta suporte à docente e acionou as autoridades competentes para as medidas cabíveis.
Márcia está atualmente afastada por licença médica, recuperando-se dos ferimentos, e tem retorno às atividades previsto para a próxima segunda-feira (31).
No desabafo publicado, a professora fez um apelo por maior proteção à categoria diante da violência enfrentada em sala de aula, criticando o que classificou como um cenário caótico na educação brasileira.

