A Petrobras confirmou um investimento superior a
R$ 8,3 bilhões para concluir o Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima
(RNEST), localizada em Ipojuca, no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. O
investimento faz parte do Plano de Negócios 2025-2029 da estatal, com conclusão da obra prevista para
2029.
Uma vez concluído, o Trem 2 deve adicionar 130 mil barris por dia à capacidade de refino
da RNEST, elevando o total da refinaria — somando os dois trens — para 260 mil barris por dia.
A expansão deve permitir um aumento de aproximadamente 13 milhões de litros diários na
produção de diesel S10 de baixo teor de enxofre, combustível voltado a reduzir a dependência brasileira de
importação e a abastecer com prioridade as regiões Norte e Nordeste.
Nove contratos já assinados e mais de 2.500 trabalhadores mobilizados
A Petrobras já assinou nove contratos com empresas como Consag, Tenenge, CPL, Possebon,
Tecnosonda e Schneider Electric para a execução da obra, e já conta com mais de 2.500
trabalhadores mobilizados no canteiro. Ao todo, o projeto deve gerar até 30 mil empregos
diretos e indiretos ao longo de sua execução, com demanda por engenheiros, técnicos de manutenção,
especialistas em instrumentação e automação, soldadores, eletricistas, operadores de equipamentos, além de
serviços de apoio como limpeza industrial, logística e alimentação.
O Trem 1 da RNEST, em operação desde 2014, passou por modernização concluída em março de 2025 para permitir
sua operação integrada com o novo Trem 2 — um passo técnico importante para que a refinaria funcione como uma
unidade única e mais eficiente assim que a segunda etapa entrar em operação.
O que isso significa para Pernambuco e para a Paraíba
Para Pernambuco, a confirmação do investimento reforça o papel estratégico da RNEST e do Complexo de Suape
como um dos maiores polos industriais do Nordeste, com potencial de gerar efeitos positivos duradouros sobre
emprego, renda e cadeia de fornecedores locais ao longo dos próximos anos de obra e, posteriormente, de
operação da unidade ampliada.
Para a Paraíba, cuja infraestrutura logística também deve se beneficiar de investimentos regionais em
transporte, como já mostrado por este Radar em reportagens sobre o Plano Nacional de Logística 2050, a
expansão da RNEST reforça a posição de Suape como principal âncora industrial da região, com efeitos
indiretos sobre fornecedores e prestadores de serviço em todo o Nordeste, incluindo empresas paraibanas.

