Obra demora mais de 100 dias e angustia condutores que precisam passar pelo trecho da PB-032
Rompimento na altura da Giasa aconteceu em 28 de abril e mantém trecho da rodovia interditado, provocando transtornos para quem circula entre o Litoral Sul e outras regiões
Mais de 100 dias depois do rompimento registrado em 28 de abril, o trecho da PB-032, na altura da Giasa, continua sendo motivo de preocupação e reclamação para condutores que precisam utilizar a rodovia.
A interrupção provocada pelo rompimento da pista alterou a rotina de quem trafega pela região e transformou um deslocamento que antes fazia parte do cotidiano de moradores, trabalhadores e empresas em um percurso que exige atenção, paciência e, em muitos casos, a utilização de rotas alternativas.
A situação ganhou ainda mais peso com a passagem dos meses. O que inicialmente poderia ser encarado como uma interdição temporária passou a representar uma espera prolongada para quem depende diariamente da estrada.
Mais de 100 dias de espera
O rompimento ocorreu em 28 de abril. Desde então, o trecho permanece como um ponto sensível da malha rodoviária da região.
A PB-032 possui importância estratégica para a circulação entre municípios e comunidades do Litoral Sul paraibano. Por isso, qualquer interrupção provoca reflexos que vão além dos motoristas que passam diretamente pelo local.
Moradores, trabalhadores, comerciantes e veículos que utilizam a rodovia precisam reorganizar seus trajetos. Para quem percorre a região diariamente, a situação representa tempo adicional de deslocamento e mais custos com combustível. Um desvio foi construído, mas aumenta tempo e desgaste de veículos e condutores, além da insegurança elevada pelos assaltos no trecho.
Uma obra que virou rotina de espera
A demora na recuperação também alimenta a sensação de insegurança entre os condutores. Em uma rodovia utilizada diariamente, a expectativa é de que intervenções emergenciais avancem em ritmo compatível com a necessidade de liberar o tráfego.
Enquanto isso não acontece, o trecho na altura da Giasa permanece como um lembrete concreto de que, nas estradas, cada dia de interdição pesa no bolso e na rotina de quem precisa chegar ao destino. São pessoas como a professora Flávia que mais sofrem com a interdição. Ela mora em Pedras de Fogo e trabalha em Alhandra e Conde. Sua rotina foi modificada há mais de 100 dias e a angustia pela normalização é enorme.
O Se Liga Litoral acompanha a situação desde o rompimento e continuará monitorando o andamento da obra e as condições de tráfego na PB-032.
A reportagem também busca informações atualizadas sobre o cronograma de execução e a previsão para conclusão dos serviços. Em conversas com trabalhadores da obra nesta segunda (10), apuramos que a previsão é de entrega até sexta, dia 14 de agosto.

