Mapeamento internacional elaborado pela Universidade de Stanford em parceria com a editora Elsevier destaca o impacto global de pesquisadores paraibanos.
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) voltou a se destacar no cenário científico global. A instituição conta com 18 docentes integrando o prestigiado levantamento que reúne os 2% de pesquisadores de maior impacto e relevância no planeta.
Elaborado anualmente pela Universidade de Stanford em conjunto com a Elsevier, o ranking se apoia na base de dados internacional Scopus. A metodologia avalia primariamente o volume de citações acumuladas e a relevância das contribuições acadêmicas, aplicando métricas que ponderam desde o número de coautores até o protagonismo do cientista na autoria das publicações.
Destaques e trajetória
Um dos nomes presentes é o do professor José Maria Barbosa Filho, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, que integra a lista consecutivamente desde 2020. O docente destaca que a permanência no ranking reflete um esforço contínuo de produção de ponta e serve de estímulo para expandir parcerias científicas e conectar a pesquisa paraibana ao meio internacional.
“Mais do que um título, estar no ranking representa para mim o compromisso com a pesquisa de qualidade, o impacto acumulado ao longo da carreira e a oportunidade de conectar a UFPB ao cenário científico mundial”, avalia o pesquisador em entrevista à UFPB.
Confira a lista dos pesquisadores destacados:
- Celso Augusto Guimarães Santos
- Cláudio Furtado
- Damião Pergentino de Sousa
- Dionísio Bazeia
- Elcio Abdalla
- Eugênio Bezerra de Mello
- Evandro Leite de Souza
- Felipe Vigolvino Lopes
- João Marcos do Ó
- José Maria Barbosa Filho
- Knut Bakke
- Luciana Scotti
- Marciane Magnani
- Marcus T. Scotti
- Mário César Ugulino Araújo
- E. S. Medeiros
- Mario R. Moura
- Valdir Barbosa Bezerra
Particularidades das métricas
Apesar do reconhecimento expressivo, especialistas ressaltam que as bases de dados como a Scopus tendem a priorizar publicações internacionais nas áreas de ciências exatas, biológicas e tecnológicas — frequentemente editadas em inglês. Por essa razão, produções das áreas de Humanas e Ciências Sociais Aplicadas, que costumam circular em livros, capítulos e periódicos nacionais em língua portuguesa, acabam sub-representadas em métricas quantitativas dessa natureza.
