Criada originalmente como um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Engenharia de Alimentos, bebida une matérias-primas regionais, compostos bioativos e alta aceitação do público.
A inovação e a ciência produzidas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ganharam reconhecimento nacional. Uma cerveja artesanal de trigo do estilo Weiss (Weizenbier), desenvolvida com a adição de abacaxi e hortelã, teve sua Patente de Invenção (PI) oficialmente reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
O projeto inovador nasceu nos bancos acadêmicos como um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação em Engenharia de Alimentos, idealizado pelo estudante Matheus Pereira de Carvalho — hoje doutor — sob a orientação do professor Marcelo Muniz, do Departamento de Engenharia de Alimentos. Também assinam como inventores Carlos Alberto Bispo de Sousa e Jacinta Lutécia Vitorino da Silva.
Valorização regional e propriedades funcionais
Segundo o professor Marcelo Muniz, o objetivo da pesquisa foi aliar a inovação tecnológica ao aproveitamento de insumos característicos da biodiversidade brasileira.
“Buscamos associar a inovação tecnológica à valorização de matérias-primas regionais, incorporando à formulação ingredientes da biodiversidade brasileira, como o abacaxi, capaz de conferir à bebida características sensoriais diferenciadas” , destaca o docente.
O grande diferencial tecnológico que garantiu a concessão da patente reside no método de fabricação. Tanto o abacaxi quanto a hortelã foram incorporados de forma gradativa em etapas específicas — como a fervura e a fermentação —, o que permitiu a preservação de compostos bioativos das folhas de hortelã. Essas substâncias conferem à bebida propriedades antioxidantes, digestivas, anti-inflamatórias e antimicrobianas, além de garantir notas frutadas, acidez equilibrada e uma picância suave.
Aprovação pelo consumidor
Antes de conquistar o reconhecimento do INPI, a bebida passou por rigorosas avaliações sensoriais com 122 consumidores de diferentes faixas etárias. O produto obteve excelente aceitação nos quesitos aparência, cor, espuma, aroma, corpo e sabor.
O desenvolvimento do projeto ocorreu no Laboratório de Engenharia Bioquímica, vinculado ao Departamento de Engenharia de Alimentos da UFPB, que também desenvolve pesquisas com hidromeis, kombuchas, queijos funcionais, iogurtes e outras bebidas fermentadas. A iniciativa reforça o papel da instituição na integração entre ensino, pesquisa e extensão, envolvendo estudantes desde a graduação até a pós-graduação.
Acompanhamento no Seliga
O portal Seliga parabeniza os pesquisadores da UFPB por mais essa conquista que projeta a ciência e o desenvolvimento tecnológico da Paraíba para todo o país.
Fotos: LASA/Divulgação
Com UFPB



