Para mim, a vitória mais bonita, significativa e emblemática das eleições de 2026 na Paraíba de Augusto dos Anjos foi a do senador Veneziano Vital do Rego.
O cabeludo da Campina (sempre) Grande parece que buscou forças na simbologia bíblica, que relata a força do prisioneiro Sanção nos cabelos longos.
As correntes que esmagaram o Vital do Rego no pleito de 2026 vieram de estruturas muito poderosas. Elas arrocharam os votos Venezianos e impuseram ao MDBista agruras enormes.
Aquilo que poderia ter sido feito por ele foi realizado durante 8 anos de mandato no Senado Federal: Vené encheu as prefeituras da Paraíba de emendas generosas. Pensou que isso bastava. Quase não basta.
Pressionado por acochos estratégicos, bem calculados e substanciados, Vené viu, nos últimos 15 dias da campanha, prefeitos dos mais diversos partidos deixarem sua base sem explicação. Foram mais de uma dezena. Alguns se mantiveram firmes honradamente: citemos Marcelos Rodrigues de Alhandra e Bá Barros de Pedras de Fogo.
Angustiado e com a derrota batendo a porta de maneira alarmante, Vené esteve exausto. Diante da prefeita de Uiraúna, Leninha Romão, escutou as palavras que não vieram do deserto bíblico mas ecoaram no sertão Nordestino.
A prefeita falava firme e com ares de ungida. Vené recebeu de coração aberto as palavras profetizadas naquela noite. E Vené chorou.
Passados alguns poucos dias, as urnas mostraram que os oito anos de emendas garantiram a reeleição de Veneziano Vital do Rego para o Senado presidido outrora por um ilustre paraibano, Humberto Lucena.
As agruras venezianas foram muitas e tamanhas. Isso fez da sua vitória, para este jornalista, a mais significativa da Paraíba neste pleito de 2026.
Por @jairoalves.87
Jairo Alves
É Editor do Seliga Litoral, formado em Jornalismo pela UFPB e mestrando em Jornalismo pelo PPJ da mesma Universidade.

