Quando a juíza Higyna Josita chegou à comarca de Pedras de Fogo (PB) em 2020, muitos estranharam. Acostumada com juízes homens e influenciados pela cultura do machismo, muitos olharam de lado.
Seus anos na comarca se passaram e tudo mudou.
Com seu jeito espontâneo, comunicativo e alegre, a magistrada conquistou todo mundo. Nesta data, 17 de setembro de 2026, tornou-se oficialmente cidadã da terra de Dom Vital.
Uma juíza que brinca com sua auxiliar de serviços Mazé com tanto respeito que nem parece ter o poder que tem e ocupar cargo tão elevado. É que Dra Higyna sabe de onde veio.
De origem humilde, mãe solo sem um real no bolso, a brava “galega” (uso o termo com vênia e poética de Ariano Suassuna) se trancou no quarto, estudou e passou num dos concursos mais difíceis de ser aprovado.
Elevou-se socialmente pelos méritos próprios e sem apoio de poderosos. Não vem de família tradicional. Não se aclopou a autoridades políticas. Não puxou saco nem tapete. Lutou e luta para conquistar seu espaço.
Agora, ela nos deixará para exercer o sacerdócio judicial em Sousa. Vai por mérito. Deixará aqui em Pedras de Fogo: saudades, lembranças e história.
Por tudo isso, Doutora Higyna Josita é uma grande personalidade. Pedras de Fogo reconhece. Obrigado pelos serviços excelentes, prestados pela excelentíssima senhora Juíza de Direito da comarca deste município.
Por @jairoalves.87
Jairo Alves
É Editor do Seliga Litoral, formado em Jornalismo pela UFPB e mestrando em Jornalismo pelo PPJ da mesma Universidade.

