Redes sociais e aplicativos de mensagens são porta de entrada para conteúdo sexual indesejado; documento também aponta casos de coação e vazamento de imagens íntimas
Redes sociais e aplicativos de mensagens estão entre os principais caminhos pelos quais crianças e adolescentes são expostos a conteúdos sexuais indesejados na internet. O alerta consta no relatório “Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo os dados apresentados no documento, cerca de 15 milhões de crianças e adolescentes, em 21 países, tiveram contato com conteúdo sexual na internet sem terem procurado por esse tipo de material. A exposição pode ocorrer de forma acidental, inclusive em plataformas utilizadas diariamente para conversar, assistir a vídeos e compartilhar arquivos.
Abuso sexual facilitado pela tecnologia
O relatório também aponta a dimensão do abuso sexual infantil associado ao ambiente digital. Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes teriam sofrido algum tipo de abuso sexual facilitado pela tecnologia no período de um ano.
Entre os dados destacados estão:
- 9 milhões: crianças e adolescentes coagidos a manter conversas sexuais ou enviar imagens íntimas.
- 4 milhões: vítimas que tiveram registros e imagens íntimas vazados.
- 15 milhões: expostos a conteúdo sexual indesejado sem procurarem por ele.
Os números reforçam a preocupação com o uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes, especialmente diante da facilidade de compartilhamento de conteúdos e da atuação de pessoas que utilizam plataformas virtuais para praticar abuso e exploração sexual.
Proteção no ambiente digital
A exposição a conteúdos sexuais indesejados e a circulação de imagens íntimas de menores evidenciam a necessidade de fortalecer a proteção de crianças e adolescentes na internet.
A prevenção envolve a participação de famílias, escolas, plataformas digitais e autoridades, com atenção aos riscos de contatos com desconhecidos, compartilhamento de imagens e abordagens de caráter sexual.
O debate sobre segurança digital também passa pela responsabilidade das empresas de tecnologia em criar mecanismos mais eficientes de proteção e denúncia.
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