Levantamento das plataformas de inteligência da Keek cruza cobertura jornalística, redes sociais e anúncios em Meta Ads. Dados indicam Lucas Ribeiro à frente em escala digital, Cícero Lucena com estratégia mais territorializada e Efraim Filho com identidade oposicionista mais definida
Um estudo realizado pela Keek Inteligência, por meio de suas plataformas de inteligência, com destaque para o Keek Radar, identificou três padrões distintos nas pré-campanhas de Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho ao Governo da Paraíba em 2026.
O levantamento analisou dados de presença orgânica nas redes sociais, anúncios em Meta Ads com direcionamento para a Paraíba e movimentações políticas registradas na cobertura jornalística de 2026. A leitura aponta que a disputa digital entre os três pré-candidatos não se organiza apenas por volume de publicações ou anúncios, mas por estratégias diferentes de ocupação, narrativa e território.
Segundo o estudo, Lucas Ribeiro opera a pré-campanha de maior escala digital entre os nomes analisados. No Keek Radar, Lucas aparece com 915 anúncios filtrados, 223 grupos de criativos, entre 3,65 milhões e 4,88 milhões de impressões estimadas e 3,83 milhões de alcance retornado. No orgânico, registra 245,8 mil seguidores, 184 publicações, 1,39% de engajamento médio e frequência de 21,5 posts por semana.
A leitura da Keek indica que Lucas usa a condição de governador em exercício como principal ativo de comunicação. Sua estratégia digital está associada à 1 keekinteligencia.com.br continuidade administrativa, prestação de contas, segurança, saúde, economia, obras e presença territorial.
Já Cícero Lucena aparece com uma estratégia mais orientada à interiorização. O estudo identificou 39 criativos filtrados, 33 grupos de criativos, entre 2,18 milhões e 2,59 milhões de impressões estimadas, 1,77 milhão de alcance retornado e 207 mil seguidores no orgânico.
Segundo a análise, Cícero tenta converter a experiência acumulada em João Pessoa em uma narrativa estadual. A presença de Campina Grande como principal praça de anúncios e a atuação em cidades como Itaporanga, Sousa, Patos, Cajazeiras, Piancó e Pombal indicam uma operação digital voltada à ampliação territorial.
No caso de Efraim Filho, o estudo aponta uma pré-campanha marcada por identidade política, contraste e oposição. O Keek Radar registrou 197,7 mil seguidores, 109 publicações, 1,29% de engajamento médio, 2,6 mil interações médias por post e, nos anúncios, 111 criativos filtrados, 39 grupos de criativos, entre 530,8 mil e 700,4 mil impressões estimadas e 454,8 mil de alcance retornado.
A leitura da Keek mostra que Efraim atua com uma narrativa mais definida em torno de oposição, PL, direita, segurança, economia, água e municipalismo. Embora tenha menor alcance pago em comparação aos adversários, apresenta posicionamento mais nítido no campo político.
Na comparação entre os três, o estudo aponta que Lucas lidera em escala, Cícero avança em territorialização e Efraim se diferencia por identidade.
Para a Keek Inteligência, esse cruzamento mostra que a pré-campanha digital na Paraíba já opera em três lógicas distintas: Lucas usa a máquina da presença; Cícero usa a geografia da expansão; Efraim usa o contraste da identidade.
“O dado mais importante não é apenas quem aparece mais. A leitura mostra que cada pré-campanha está tentando construir um tipo diferente de vantagem: Lucas pela escala, Cícero pela territorialização e Efraim pela identidade política”, afirma Humberto Ramalho Filho, CEO da Keek Inteligência.
O estudo também comparou as narrativas predominantes nos anúncios. Em Lucas, aparecem com mais força prestação de contas, segurança, economia, saúde e território local. Em Cícero, predominam mobilização, território local, economia e prestação de contas. Em Efraim, economia aparece como narrativa mais frequente nos anúncios, seguida por prestação de contas, território local, mobilização e segurança.
Segundo a Keek, as narrativas pagas nem sempre repetem integralmente o discurso público dos pré-candidatos. Elas ajudam a revelar onde cada operação tenta ganhar aderência: Lucas precisa provar entrega; Cícero precisa provar capilaridade; Efraim precisa provar viabilidade de governo.
A análise territorial também mostra diferenças relevantes. Lucas apresenta cobertura estadual ampla, com entrega concentrada na Paraíba como território geral de disputa. Cícero apresenta a territorialização mais explícita, com Campina Grande como principal praça de anúncios. Efraim usa a presença territorial como forma de compensar a vantagem de estrutura dos adversários ligados ao governo estadual ou à gestão municipal.
No público impactado, Lucas e Cícero apresentam maior alcance entre mulheres e públicos mais amplos. Já Efraim aparece com maior concentração relativa entre homens, reforçando um perfil de comunicação mais associado à identidade política e à oposição. Para a Keek, a principal conclusão é que a disputa digital pelo Governo da Paraíba ainda não deve ser lida apenas como uma disputa de volume. Volume indica 3 keekinteligencia.com.br capacidade de ocupação. Engajamento indica resposta. Narrativa indica direção. Território indica possibilidade de expansão.
A Keek ressalta que o estudo não mede intenção de voto, não projeta resultado eleitoral e não substitui pesquisa eleitoral registrada. Os dados de anúncios são estimativas baseadas em faixas públicas disponíveis nas plataformas digitais e devem ser lidos como indicadores de intensidade de comunicação.

