Parentes de Leonardo Leno do Ramos de Araújo contestam informação divulgada inicialmente pela Polícia Militar e buscam esclarecimentos sobre as circunstâncias da ocorrência
A família de Leonardo Leno do Ramos de Araújo, de 35 anos, morto após uma troca de tiros com Policial Militar na BR-101, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, afirma que o veículo conduzido por ele não era roubado.
O Seliga Litoral entrou em contato com familiares da vítima, que contestaram a informação apresentada inicialmente de que o carro ocupado por Leonardo e outro homem teria registro de roubo.
Segundo os familiares, a informação levantada até o momento é de que o veículo não possuía registro de roubo. A família afirma que está buscando reunir informações que possam esclarecer a situação.
Família quer entender o que aconteceu
Leonardo morreu na tarde desta quinta-feira (20), após uma perseguição seguida de uma suposta troca de tiros na altura do km 117 da BR-101.
De acordo com a versão divulgada, um policial à paisana teria reconhecido o veículo como roubado e iniciado o acompanhamento. Ainda segundo as primeiras informações, os ocupantes teriam percebido a perseguição e efetuado disparos contra o agente, dando início ao confronto.
O carro acabou saindo da pista. Leonardo teria deixado o veículo e entrado em uma área de mata, onde foi localizado morto.
A família, entretanto, afirma que ainda não conseguiu compreender a dinâmica que levou ao confronto e à morte do rapaz. Os parentes estão procurando informações junto às autoridades policiais para esclarecer o que de fato aconteceu.
Investigação deverá esclarecer versões
O caso está sendo investigado pelo Núcleo de Homicídios da Polícia Civil de Alhandra.
Até o momento, há versões distintas sobre um dos pontos centrais da ocorrência: a situação do veículo utilizado por Leonardo.
O Seliga Litoral ressalta que a informação sobre o carro não ser roubado é, neste momento, uma contestação apresentada pela família da vítima. A confirmação oficial sobre dinâmica do confronto deverá ser feita pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A família também aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e afirma que pretende colaborar com as autoridades para que todos os fatos sejam devidamente apurados.
O Seliga Litoral continuará acompanhando o caso.

